A influenciadora Bia Miranda, 21 anos, utilizou suas redes sociais neste sábado (28) para se defender das acusações que surgiram após ser alvo de uma operação da Polícia Civil (PC). Durante a ação, realizada na última sexta-feira (27), agentes apreenderam cerca de US$ 40 mil em dinheiro cenográfico na residência da jovem.

Em uma série de vídeos publicados nos stories, Bia negou veementemente qualquer intenção de enganar seu público. Segundo ela, as notas fakes foram adquiridas pela internet com um objetivo puramente artístico: reproduzir uma estética comum entre influenciadoras internacionais. "Eu ia fazer uma foto deitada no chão com um monte de dólar. Todo mundo ia saber que era falso", explicou Bia.
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A influenciadora destacou que o material estava lacrado no momento da abordagem policial e que nunca chegou a postar conteúdos ostentando a moeda estrangeira. Ela ainda rebateu a acusação de falsificação, alegando que o produto era visivelmente artificial: "Como que eu ia adivinhar que veio da China? Veio escrito ‘sem valor’", declarou.




Ao final do desabafo, Bia Miranda deixou um alerta aos seus seguidores para que evitem a compra de itens semelhantes, visando poupar "problemas" com a Justiça.
Operação Desfortuna e jogos de azar
A ação faz parte da segunda fase da Operação Desfortuna, conduzida pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). O foco da investigação é a promoção de jogos de azar ilegais nas redes sociais.
De acordo com as autoridades, o dinheiro cenográfico seria uma ferramenta para atrair seguidores para plataformas de apostas. Além das notas falsas, a polícia apreendeu:
- joias de alto valor;
- um veículo de luxo;
- dispositivos eletrônicos (celulares e computadores).
A Justiça também analisa um pedido para o bloqueio das contas bancárias da influenciadora. Vale lembrar que Bia já havia sido mencionada na primeira fase da operação, em agosto do ano passado, mas não foi localizada pelos agentes na época.
Posicionamento da defesa
Em nota oficial, os advogados de Bia Miranda reforçaram que não houve qualquer prática de irregularidade ou crime de falsificação. A defesa sustenta que:
- o dinheiro é estritamente cenográfico e foi comprado legalmente.
- não houve tentativa de induzir seguidores ao erro.
A influenciadora diz estar colaborando totalmente com as investigações para esclarecer os fatos.


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