Bruno Cardoso descarta fim do Sorriso Maroto: 'Não saturou'
Vocalista do grupo de pagode conversou com o Ibahia às vésperas do início da nova turnê, que começa em Salvador
São quase 30 anos de história e uma trajetória longe do ponto final. Isso pelo menos é o que garante Bruno Cardoso, vocalista do grupo Sorriso Maroto. Às vésperas do início da turnê “Sorriso Eu Gosto no Pagode”, Bruno conversou com o Ibahia, fez projeções do futuro e contou da relação da banda com a Bahia.

O grupo já havia terminado a turnê anterior, “Sorriso As Antigas”, na capital baiana, em 2025, e resolveu dar o pontapé inicial no novo projeto também em Salvador, já neste sábado (1º). "Salvador é uma cidade base pra nós, fez parte de tudo que fizemos ao longo da carreira", afirmou Bruno.
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O cantor também lembrou da relação que o grupo tem com a música e os artistas baianos. Tatau, por exemplo, compôs alguns dos grandes sucessos da banda, como "Futuro Prometido", "Ainda Existe Amor em Nós" e "O Que Tinha que Dar". "Sorriso tem a Bahia no seu DNA autoral. A nossa relação com a Bahia é intensa e apaixonante. Aonde estiver o Sorriso, um pouco da Bahia estará com a gente", declarou.

Sorriso Maroto vai acabar?
Até o momento, o Sorriso Maroto anunciou dez shows da turnê “Sorriso Eu Gosto no Pagode”. Isso não significa que o show em Brasília, no dia 5 de dezembro, vai ser a apresentação final da banda.
Em maio de 2025, o grupo anunciou o fim da turnê "Sorriso As Antigas", alegando a demanda física que os shows exigiam para rodar o Brasil, e gerou suspense sobre o futuro da atual formação. No entanto, Bruno descartou o fim do Sorriso, classificando a possibilidade como "impossível".
"No Brasil, principalmente no movimento musical baiano é comum o cantor seguir pra um outro caminho, a história mostra isso na prática. Não é um julgamento, é uma constatação. Respeito máximo aos amigos, artistas que sentem que a sua etapa está cumprida e etc. Com o Sorriso não, nós nos entendemos musicalmente como grupo, o Sorriso é o Bruno, Cris, Fred, Sérgio Jr e o Vini… sem essas pessoas a química não é a mesma. Assim somos, assim até Deus permitir seremos", comparou Bruno.

O segredo para a longevidade, na visão do vocalista, é a paixão pelo trabalho e como os sucessos da banda ainda cativam o público, principalmente ao analisar que artistas de outros gêneros também desembarcaram em projetos de samba nos últimos anos, como Ludmilla, Ivete Sangalo e Léo Santana. "Somos a prova viva que em 30 anos de carreira o Sorriso não saturou. Amém!", vibrou o cantor.
O primeiro show da turnê “Sorriso Eu Gosto no Pagode” acontece neste sábado (1º) em Salvador, e depois passa por Niterói, Curitiba, Vitória, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília.
A turnê compila o lançamento dos cinco volumes dos álbuns "Sorriso Eu Gosto no Pagode", relembrando os maiores sucessos da banda e também homenageando grandes clássicos de grupos como Só Pra Contrariar, Raça Negra e Fundo de Quintal - esse, inclusive, ganhando o Grammy Latino de 2025 de Melhor Álbum de Samba/Pagode, além do álbum "Lado B" do projeto, com músicas menos conhecidas do grupo.

Assista ao 'De Hoje a Oito', podcast de entretenimento do Ibahia:
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