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Cantora baiana homenageia a grande estrela Clara Nunes

Carla Visi lança álbum que festeja Clara Nunes (1943-1983) e faz show no Teatro Castro Alves, no próximo dia 27

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02/09/2013 às 9:17 • Atualizada em 02/09/2022 às 1:29 - há XX semanas
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Carla Visi lança Pura Claridade, álbum no qual relê 15 canções do repertório da mineira Clara Nunes (1943-1983)
No ano em que se completam 70 anos de nascimento e 30 anos de morte de Clara Nunes (1943-1983), Carla Visi, 43, lança o álbum Pura Claridade (Sony Music) em tributo à mineira. O convite partiu do amigo Ricardo Pinheiro. Em agosto do ano passado, Ricardo a presenteou com uma biografia de Clara Nunes e apresentou a ideia do projeto. “Eu fiquei um pouco resistente, porque é difícil fazer uma homenagem para uma interprete que marcou tanto a música brasileira. Aí ele me mostrou o repertório e me veio uma memória afetiva muito forte”, afirma Carla. A relação da baiana com Clara Nunes tem muito a ver com a sua mãe. Também cantora, a mãe de Carla Visi era interprete do repertório da sambista. “Eu conheci as canções de Clara através da minha mãe, mas do que pela própria voz dela. Esse CD é uma homenagem dedicada para as duas”, diz. Para o repertório, Carla visitou todos os álbuns lançados por Clara Nunes, de 1966 a 1982. Uma faixa de cada um foi escolhida - pérolas como Dia de Esperança, O Mar Serenou, Conto de Areia e Na Linha do Mar. O bolero Dia de Esperança conta com a parceria de Paula Fernandes. Daniela Mercury divide os vocais de Morena de Angola e Xande, da banda Revelação, colabora na faixa Coração Leviano. Pinha canta com Carla a música Ê Baiana, e Perícles e Thiaguinho, ex-Exaltasamba, participam de Canto das Três Raças e Tristeza Pé No Chão, respectivamente. SambaPara dar conta de um gênero que não é o seu habitual, a cantora de axé se reuniu com os músicos que tocavam no Exaltasamba: “Péricles e Thiaguinho me acolheram com muito carinho. Gravamos todas as faixas em São Paulo, com os músicos do Exaltasamba e com Rildo Hora, Izaias Marcelo, que produziu o disco, Jota Moraes, Pezinho e Didi Pinheiro”. Mas Visi não quis copiar Clara Nunes. Ela quis dar a sua colaboração para o legado deixado pela sambista: “Quando Ricardo Pinheiro me chamou eu perguntei por que ele não chamou uma cantora de samba, e ele disse que queria uma leitura nova. Então tentei dar a minha contribuição para que as pessoas lembrem da Clara". A turnê do álbum começa no próximo dia 27 em um palco tão nobre quanto a homenageada: no TCA. O repertório vai contar com as 17 faixas do disco e mais algumas que ficaram de fora. Nesse fim de semana, Carla viajou para Nova York, nos EUA, onde participou da Lavagem da Rua 46, no sábado, e do Brazilian Day, ontem. “Me sinto lisonjeada por poder levar essa energia da Bahia para o povo de fora”, declara. Convite Projetada nacionalmente com a banda Cheiro de Amor - onde ficou de 1995 a 2000 -, Carla Visi foi apontada como a possível substituta da vocalista Alinne Rosa. Ela nega o convite, e diz que houve apenas uma consulta por parte da banda, de quem ainda é muito próxima. “Houve uma consulta sobre a possibilidade de eu voltar e também sobre alguns nomes que eu poderia indicar. Chegamos a conclusão de que não seria interessante nem pra mim nem pra eles”. [youtube wrkiiD9Fi3M]

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