A breve passagem da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, 38 anos, pela Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo (SP), tornou-se alvo de uma grave denúncia. O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) acusa a unidade de ter concedido uma série de privilégios e mordomias à famosa durante as cerca de 14 horas em que ela esteve no local, antes de sua transferência para o interior do estado.
De acordo com manifestação enviada pelo sindicato à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o tratamento dispensado a Deolane foi bem diferente da realidade das demais detentas. Entre as supostas regalias denunciadas, destacam-se:
Leia também:
- acomodação em uma cela totalmente isolada;
- alimentação diferenciada do cardápio padrão do presídio;
- instalação de uma cama equipada com travesseiro e lençóis distintos;
- disponibilidade de um chuveiro elétrico privativo.
Além disso, a denúncia aponta que o espaço passou por “melhorias estruturais restritas ao alojamento” para recebê-la.
Entenda o caso e a transferência
Deolane deu entrada na ala prisional de Santana às 15h20 da última quinta-feira (21). Ela permaneceu no local até as 5h20 de sexta-feira (22), momento em que foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada a 670 quilômetros da capital paulista.
A advogada foi presa no âmbito da Operação Vérnix, que realiza investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O que dizem as autoridades
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) se manifestou ao portal LeoDias informando que custodiou a prisão de Deolane "como advogada", cumprindo estritamente as determinações judiciais. "A atuação institucional da SAP limitou-se ao estrito cumprimento do dever legal e das ordens do Poder Judiciário", acrescentou a secretaria.
A Penitenciária Feminina de Santana também foi procurada para se posicionar sobre as acusações de privilégios, mas não enviou retorno até o momento.
Por outro lado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) explicou ao g1 que as condições diferenciadas de isolamento têm respaldo jurídico devido à profissão de Deolane. A ordem informou que "existe previsão legal no Estatuto da Advocacia para que advogados presos preventivamente, ou seja, antes do trânsito em julgado da sentença, sejam recolhidos em sala de Estado-Maior ou, na ausência, em local equivalente, separado dos presos comuns."
Assista ao 'De Hoje a Oito', podcast de entretenimento do Ibahia:
Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!