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Drica Moraes fala sobre a cura da leucemia no ‘Espelho’

Na conversa com Lázaro, a artista também diz que o otimismo é peça-chave no tratamento

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Redação iBahia

17/08/2017 às 17:33 • Atualizada em 01/09/2022 às 1:33 - há XX semanas
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Em um papo franco com Lázaro Ramos no "Espelho", do Canal Brasil, que vai ao ar na segunda-feira, às 21h30, Drica Moraes fala sobre maternidade — ela é mãe de Matheus —, carreira, fama, e a cura da leucemia, doença que enfrentou em 2010. "É página virada. Tem seis anos, é um marco. O tempo vai passando, você vai se distanciando daquilo e a vida vai renovando. O tempo vira um grande aliado, sabe? Você perde todos os medos de envelhecer. As vaidades passam e você vai se transformando. É tão bom sobreviver a uma coisa grave porque você ganha um bônus, sabe? Parece que você sai do outro lado com uma poupança garantida de como aproveitar a vida melhor", declara a atriz.

Sobre o transplante de medula óssea, Drica revela: “O Redome – Registro Nacional de Doadores de Médula Óssea, é um centro de doação e faz um trabalho lindo. Eu fui salva por uma pessoa do interior do Mato Grosso, eletricista, que virou meu amigo, meu irmão, o Adilson. Ele se inscreveu no Redome no dia que estava fazendo um curso de jangada. Passou um SUS no rio perto da casa dele, e ele se inscreveu. É um milagre da vida".

Na conversa com Lázaro, a artista também diz que o otimismo é peça-chave no tratamento: "Quando você tá naquele túnel sem fim, não tem muita saída, trabalha ou sucumbe. É um negócio muito louco, uma experiência única e linda. Quando você vê que está se curando de um monte de coisa que tem que botar pra fora, que tem que mudar na sua vida, começa a fazer um trabalho amplo e sincero, e aí vem muita alegria e esperança".

Segundo ela, a solidão assusta, mas é o lado salvador: "É você com sua carcaça, seus músculos, seus órgãos, sua pele que vai tomar formas que você não controla e domina, e a gente tem muito medo desse contato".

Matheus, filho de Drica, foi fundamental nesse processo de cura: "Filho é sempre prioridade. Criança tem um dia que bate a porta e vai embora ser o que quiser. É tão precioso, tão raro, tão bom. Depois que Matheus nasceu, eu faço balanço o tempo todo de prioridade. Estou enfiada em coisas com ele, brincando tanto, de tabuleiro, carta, livro, contando tanta história... Ler, para eles, é uma aventura tão maravilhosa..."

A maternidade mudou tudo em sua vida. Foi algo transformador e arrebatador. "Fiquei mais atenta, mais no presente, extraindo, aproveitando muito essa coisa de ser exemplo, né? Você tem que estar conectado pra não falar o que você não é, falar da boca pra fora. Me deu mais uma concretude de ser verdadeira, ser inteira no momento", avalia.

Com uma carreira consolidada, Drica resume para o colega de trabalho o início de sua carreira. "Eu tinha uma exibição, uma vontade de botar os bichos pra fora, de extravasar, mostrar, expor, quebrar a cara. Voltava com o pé preto do Tablado, sempre metida com cenário, figurino. Eu fui acontecendo, fui fazendo peças, novelas, com 17 anos fiz “Top Model”. Eu escrevia as minhas cenas, mandava para o (Antonio) Calmon, autor de novela, deixava na portaria da Globo. Escrevia cartas para a minha personagem", lembra.

Com a experiência, ela foi aprendendo a lidar com o sucesso: "Eu sempre fui muito hippie na maneira de ser, meio do mato, nunca fui explosiva. Agora o Matheus fala: ‘Mãe, para de falar com todo mundo na rua’. Eu sempre gostei muito de ônibus, metrô, circular pela cidade. Aí você começa a sentir que está sendo observado, mais do que observando”.

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