A WePink, empresa de cosméticos da influenciadora digital Virginia Fonseca, 27 anos, tornou-se alvo de novos questionamentos após um levantamento detalhado realizado pela revista Piauí, divulgado na tarde desta terça-feira (2). Segundo a reportagem assinada pelos jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina, a origem do negócio estaria ligada a Karen Mori, conhecida como "Japa do PCC".
De acordo com a apuração, Karen Mori foi uma das sócias da "Pink Lash", empresa que serviu como embrião para a criação da atual WePink. Na época, ela era sócia de Samara Martins e Thiago Stabile, que hoje são parceiros comerciais de Virginia.
Leia também:
Em entrevista à Piauí, Mori afirmou ter investido R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da Pink Lash, em 2017, na capital paulista. Ela justificou que o montante teria origem na venda de um veículo pertencente ao seu então marido, Wagner Ferreira da Silva, o "Cabelo Duro" - morto e apontado pelas autoridades como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). A revista destaca ainda que Mori participou da operação inicial da marca e mantinha estreita relação com os atuais sócios da influenciadora.
A sociedade teria sido desfeita quando o grupo empresarial passou a desenvolver a WePink ao lado de Virginia. Questionada pela revista, a influenciadora afirmou que conheceu Karen Mori em eventos da Pink Lash, mas ressaltou que "não associa pessoas a possíveis envolvimentos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência". Virginia reforçou ainda que "confia nos sócios" e que "nunca teve motivos para suspeitar deles".
Movimentações financeiras sob a mira da PF
Além da origem societária, a reportagem aponta que a influenciadora estaria na mira da Polícia Federal (PF). A investigação teria sido desencadeada por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que detectaram movimentações consideradas atípicas em contas ligadas a Virginia e suas empresas.
O foco da apuração policial é verificar a legalidade dessas operações, a origem dos recursos e possíveis crimes financeiros, como lavagem de dinheiro. Um dos pontos que chamou a atenção das autoridades foi o volume de recursos movimentados pela AMP Pay Marketing e Negócios, principal remetente dos valores, que atua sob o regime do Simples Nacional - formato voltado para micro e pequenas empresas.
Assista ao 'De Hoje a Oito', podcast de entretenimento do Ibahia:
Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!