O ator Juliano Cazarré tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após sua participação em um debate na GloboNews na noite da última terça-feira (12). O tema da conversa era "o papel do homem nos tempos atuais", mas o tom subiu quando o artista apresentou estatísticas questionáveis sobre a violência de gênero no Brasil.

Cazarré, que recentemente lançou um evento exclusivo para o público masculino, esteve ao lado da psicanalista Vera Iaconelli e do consultor em equidade de gênero Ismael dos Anjos. Durante a discussão sobre a insegurança no país, o ator chocou os presentes e a audiência ao afirmar categoricamente que "as mulheres matam mais que os homens".
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A declaração surgiu enquanto o ator comentava a crise de segurança pública brasileira. Segundo ele, a violência no país atinge a todos de forma generalizada. "Acho que grande parte desse drama que a gente vive, essa onda de violência que não é só contra as mulheres, o Brasil é um país violento contra homens, negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos... é um dos países que mais mata no mundo", afirmou.

Ao ser interrompido pela apresentadora Julia Duailibi, que pontuou que a violência no Brasil "não mata democraticamente", o ator rebateu com os números que geraram a controvérsia. "Mata muito homem né, inclusive mais mulheres mataram homens, do que homens mataram mulheres. Tem 2.500 homens assassinados por mulheres, no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens", disparou.
Correção e repercussão

O consultor Ismael dos Anjos logo interveio para corrigir a interpretação dos dados apresentados pelo ator, explicando a distinção jurídica e estatística entre homicídio comum e crime de gênero. "A gente teve 1.500 feminicídios, é diferente. É importante distinguir [...] Feminicídio é um tipo de crime específico. Não quer dizer que foram só 1.500 mulheres mortas não, tá? Foram muito mais", esclareceu Ismael.
A confusão entre o número total de vítimas e a motivação dos crimes não passou despercebida pelo público. Nas redes sociais, a postura de Cazarré foi duramente criticada por internautas que consideraram a fala desinformada e insensível. "Ou seja pra eles mulheres tem que fazer o que eles querem .Mulher nasceu pra cuidar de casa e do fogão. Lamentável", escreveu um internauta no Instagram. "Que triste….preguiça", afirmou outro. "Curso para homens aprenderem agir como homens haha... Bom, tem quem compre né, eu acho bizarro demais, completou mais um.
Mas teve quem defendeu o ator. "Ele não está errado, estamos vivendo um tempo que homens precisam aprender a ser homem sim! Pq hj ou são frágeis demais ou violentos demais...", observou um perfil. "O que ele disse de errado? Tá certíssimo.👏", defendeu uma internauta. "Sabe o que acho mais incrível, é a quantidade de pessoas que acham ruim o cara estar incentivando coisas boas, no meio de tanta violência que a mulher vem sofrendo!!!!!", pontuou uma terceira.
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