Prestes a viver o primeiro vilão de sua carreira, o ator e diretor baiano Lázaro Ramos, de 47 anos, ainda não sabe se conseguirá acompanhar o amigo Wagner Moura, 49, à cerimônia do Oscar 2026. O protagonista de "O Agente Secreto" concorre na categoria Melhor Ator e pode trazer uma estatueta inédita para o Brasil. O longa, dirigido por Kleber Mendonça Filho, também foi indicado na maior premiação do cinema.

Lázaro contou que foi convidado pelo amigo, mas não sabe se conseguirá ir devido às gravações da novela "A Nobreza do Amor", da Globo. "Recebi o convite e estou muito feliz. Estou batalhando para conseguir ir. Acho que a novela vai me liberar. Ainda não posso confirmar, mas a torcida está tão grande que eu acho que vai rolar", disse em conversa com a Quem.
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O ator também falou do atual momento do cinema brasileiro e celebrou a indicação de Wagner. "Nossa, é uma alegria e um orgulho enormes. Tenho muito orgulho desse irmão que eu tanto admiro e que, para mim, já sai vitorioso. Não importa se vem o Oscar ou não. O que importa é essa trajetória e esse movimento tão bonito que está acontecendo", afirmou.
"A gente está conquistando o mundo com filmes essencialmente brasileiros, com estética brasileira, com o nosso jeito de contar histórias, com personagens que muita gente nunca ouviu falar. E isso é lindo, porque acaba estimulando todos nós que fazemos audiovisual a acreditar que podemos contar as nossas histórias e alcançar o mundo", acrescentou Lázaro.
O artista, que também já estrelou grandes sucessos do cinema nacional, viverá o vilão Jendal na nova novela da Globo. A trama ocupará a faixa das 18h e estreia na próxima segunda-feira, 16 de março.



Já a cerimônia do Oscar acontece um dia antes, em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Amizade de longa data

Lázaro e Wagner são grandes amigos desde antes de se tornarem nacionalmente famosos. Nascidos na Bahia, se conheceram em Salvador e foram juntos para o Rio de Janeiro, onde encenaram o espetáculo "A Máquina" (2000). No filme "Cidade Baixa" (2005), interpretaram amigos de infância.
"Fui ver uma peça do Bando de Teatro Olodum quando ele [Lázaro] tinha 17, 18 anos; eu tinha 16. Na peça, ele não falava, era tipo um figurante. Eu lembro que ele dançava e eu não conseguia parar de olhar para ele. Quando acabou a peça, eu sai andando pelo teatro, fui caminhando até o camarim, para procurar esse cara”, conta Wagner, decidindo estabelecer uma amizade. “Olhei para ele e disse: 'Eu quero ser seu amigo'. E ele me disse: 'Então vamos ser amigos'."

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