Publicações da influenciadora Virginia Fonseca durante sua viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, acabaram se tornando palco para episódios de crimes virtuais. Após a empresária compartilhar fotos e vídeos interagindo com macaquinhos em um zoológico local, as páginas que repercutiram o momento foram inundadas por uma enxurrada de comentários racistas direcionados ao jogador Vini Jr, ex-namorado da loira, por parte de internautas.

O caso gerou revolta imediata na internet, com milhares de pessoas saindo em defesa do atleta e exigindo a responsabilização de quem utiliza o espaço virtual para propagar o preconceito.
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Os registros de Virginia, que mostravam um momento de turismo de sua viagem - incluindo um beijo em um dos animais -, acabaram sendo distorcidos por usuários que utilizaram a imagem dos macacos para proferir ataques criminosos de cunho racista vinculados ao jogador de futebol.

Nos espaços de comentários de páginas de fofoca, perfis utilizaram as imagens publicadas pela influenciadora para fazer associações diretas e criminosas ao jogador. Entre as mensagens de teor racista, internautas escreveram frases como "Eles não tinham terminado??" e "Já voltou? Gosta de ser corna mesmo", camuflando o preconceito em tom de deboche.
O chamado "racismo recreativo" se fez presente em comentários que ironizavam a situação, tratando o preconceito como se fosse apenas um "meme" ou piada de internet.
Reação e revolta dos internautas
Nas redes sociais, boa parte da reação do público foi de repúdio à audácia dos perfis que praticam o racismo sob o manto do anonimato da internet. Muitos internautas apontaram o absurdo da situação e cobraram punição. "Povo tem medo de processo não, né?!", ironizou uma seguidora, cobrando medidas legais contra os autores das ofensas. "As pessoas pegam muito pesado! Credo! A Internet anda podre!", lamentou outra usuária em um dos posts de repercussão.
A proporção que o caso tomou também levantou um debate sério do papel dos perfis de fofoca na moderação de suas comunidades. Seguidores criticaram o fato de mensagens criminosas continuarem visíveis e ativas, servindo de palco para o preconceito.
"MDS vocês são podres, as pessoas acham que podem falar o que quiserem ainda mais na Net pqp", desabafou uma internauta na página Futrikei. Outra seguidora endossou a cobrança por responsabilidade: "As próprias páginas propagam isso! Imoral a capacidade do ser humano".
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