A trajetória de Izac Bruno Coni Silva, o Zau O Pássaro, que morreu tragicamente na manhã desta segunda-feira (4) na BR-116, foi marcada por uma "metamorfose artística" rara no cenário musical. Antes de consolidar sua carreira autoral, o artista - que morava em Conceição do Almeida, no Recôncavo baiano - ganhou projeção em todo o estado como "Zau Kannário".

Sua impressionante semelhança física e o timbre de voz praticamente idêntico ao do "Príncipe do Gueto", Igor Kannário, fizeram dele o principal cover do ídolo, abrindo portas em grandes eventos, mas também trazendo o desafio de lutar por uma identidade própria.
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A decisão de deixar para trás o título de cover foi o ponto de virada na sua vida. Ao adotar o nome Zau O Pássaro, Izac promoveu uma reformulação completa em sua imagem e repertório. Ele abandonou a estética de "cópia" para investir no pagodão autoral, focado na cultura dos paredões de som. Essa transição foi coroada em 2025 com o lançamento do projeto “Tudo Que Bate nos Paredões” e parcerias com grandes nomes como Xanddy Harmonia.
Trágico acidente de carro

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a colisão aconteceu por volta das 7h20, no km 436 da rodovia. O acidente aconteceu após o carro conduzido por Zau O Pássaro bater na traseira de um caminhão. O veículo de grande porte havia saído do Espírito Santo com destino ao Rio Grande do Norte, estava parado no acostamento e transportava televisores.
Zau morreu ainda no local. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas e estão internadas no Hospital Geral Clériston Andrade. O atual estado de saúde não foi atualizado. Vale lembrar que o artista havia se apresentado na noite de domingo (3), em Barreiras, no oeste da Bahia.

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