A trajetória de Samira Sagr no "BBB 26" ganhou um novo capítulo fora da casa. Após ser alvo de ataques e acusações de "abandono familiar" após discussões com Juliano Floss - que a julgou como "mimada" e foi chamada de egocêntrica. A sister, que ganhou o apelido de "Eumira" nas redes sociais, teve sua história defendida publicamente pela irmã, Yassmin Sagr. Através do X (antigo Twitter), Yassmin detalhou as dificuldades financeiras e os sacrifícios feitos pela família na época em que a sister do grupo Pipoca estudou em um internato.

Yassmin desmentiu os boatos de que Samira teria sido sustentada por figuras misteriosas com segundas intenções. Segundo ela, a oportunidade surgiu pelo fato de a mãe ser funcionária da rede de ensino. "Bom, vamos lá. Eu e minha irmã éramos bolsistas na rede adventista pelo fato de a nossa mãe trabalhar na instituição. Todo filho de funcionário tem direito à bolsa. Quando a Samira foi para o internato, ela conseguiu 80% de bolsa, e o restante foi custeado por uma pessoa que, até hoje, não conhecemos", explicou.
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A jovem ainda esclareceu como funciona o sistema de doações anônimas da instituição, prática que gerou especulações maldosas dentro do reality: "Essa é uma prática muito comum nessas instituições: pessoas com melhores condições financeiras adotam, de forma anônima, parte dos custos de um estudante. Muitas vezes, nem o próprio doador sabe quem está ajudando".

Diagnóstico de câncer da mãe
Um dos pontos que mais deram o que falar na web foi o período em que a mãe das jovens enfrentou um câncer. Yassmin reforçou que a ida de Samira para o colégio interno não foi uma fuga, mas uma decisão conjunta visando o futuro da irmã. "A Samira conquistou essa bolsa no mesmo período em que nossa mãe descobriu o câncer. Na época, ela pensou em desistir, mas tanto eu quanto nossa mãe a incentivamos a ir, justamente pela qualidade do ensino, uma oportunidade única", falou.
Sobre a menção a um "empresário" que teria ajudado a sister, Yassmin foi direta: “Quando se fala em ’empresário’, é por que, na maioria das vezes, quem participa desse tipo de auxílio são pessoas com maior estabilidade financeira e condições de ajudar alguém”.
A mudança Samira para São Paulo (SP) também foi explicada. Para cursar o ensino superior, a loira utilizou um método comum entre estudantes da rede adventista: a venda de livros, conhecida como colportagem.
"Mais tarde, quando a Samira foi para a faculdade em São Paulo, também estudou em uma instituição da rede adventista que possui um programa de colportagem para estudantes bolsistas. Nesse programa, os alunos vendem livros de porta em porta e utilizam parte do valor arrecadado para pagar a mensalidade da faculdade", detalhou a irmã.
Por fim, Yassmin trouxe detalhes sobre a recuperação da mãe e criticou duramente a postura de quem utiliza a doença da família para atacar o caráter da participante do reality da Globo. Ela revelou que o tratamento foi feito integralmente pelo sistema público de saúde. "O tratamento da nossa mãe, tudo foi realizado pelo SUS, com um atendimento de excelência, feito por profissionais extremamente acolhedores e competentes. Ela foi diagnosticada com câncer de mama em 2015 e, ao final de 2016, concluiu a radioterapia e ficou curada. Mesmo durante o período no internato, a Samira voltava para casa todos os finais de semana para estar com a nossa mãe".
Yassmin encerrou a sequência de posts demonstrando indignação com os rumos do jogo: "Em diversos momentos, inclusive, faltou às aulas para acompanhá-la em procedimentos mais delicados. Usar o câncer da minha mãe e o fato de a Samira ter recebido uma bolsa para levantar suposições horríveis sobre uma menina de 14 anos é baixo. Extremamente baixo".

Yassmin também revelou que a mãe das jovens chegou a considerar a gravação de um depoimento em vídeo para defender Samira, mas a ideia foi descartada para preservá-la. "Minha mãe, apesar de ter cogitado, não foi apoiada por mim, nem pela equipe, a gravar um vídeo para expor algo tão íntimo. Ainda mais para precisar afirmar publicamente que a própria filha esteve ao lado dela. Minha mãe não vai passar por esse tipo de exposição. Essa também é uma forma de protegê-la, principalmente diante das inúmeras mensagens de ódio que toda a família e amigos vêm recebendo, inclusive mensagens com incitação e ameaças à violência".

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