Empresário é investigado por ameaçar demitir funcionários que não votem em candidato à Presidência dele
Em áudios que viralizaram nas redes sociais, homem ainda teria orientado que votos fossem filmados com celulares escondidos no sutiã, diz órgão


Um empresário suspeito de ameaçar demitir os funcionários que não votem no candidato à Presidência indicado por ele, na Bahia, está sob investigação do Ministério Público do Trabalho no estado (MPT). A informação foi divulgada pelo órgão nesta terça-feira (18).
De acordo com o MPT, em áudios que viralizaram nas redes sociais, o homem também teria orientado que os votos fossem filmados com celulares escondidos no sutiã. O suspeito também teria orientado que outros empregadores fizessem o mesmo que ele.
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Conforme o MPT, o empresário investigado é do setor do agronegócio da região oeste baiana. Nos áudios que retratam a situação, o homem teria confessado os atos ilegais.
Um inquérito foi instaurado na segunda-feira (17) para apurar o caso, que é classificado como assédio eleitoral. O homem tem até a quarta-feira (19) para se manifestar sobre a denúncia. O MPT também expediu recomendação para que ele pare de praticar as supostas ameaças.
Segundo o órgão, este é o segundo caso materializado por meio de provas que o MPT investiga nessas eleições de 2022 na região do estado, conhecida pela forte atividade de produção agrícola e que concentra grandes propriedades rurais e alta produção de grãos.
Outros seis casos também estão sob análise do órgão, que contabiliza somente na Bahia nove denúncias de assédio eleitoral. No país esse número atingiu nesta terça-feira a marca de 419 casos, em um volume muito maior do que na última eleição presidencial, que ficou em 212.
Em nota, o MPT divulgou que a procuradora Carolina Ribeiro, que atua no caso, também encaminhou ofício ao Ministério Público eleitoral com o relato dos fatos para que possa também adotar as medidas cabíveis.
"Apesar de ter que ser concedido o prazo, o MPT já prepara modelo de termo de ajuste de conduta a ser apresentado ao autor das declarações ilegais para que seja negociado logo na primeira audiência", diz o comunicado.
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