Em uma demonstração de fôlego do mercado de trabalho regional, a Bahia encerrou o ano de 2025 com a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica, em 2012. Segundo o panorama divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC/IBGE), o estado atingiu o índice de 8,7%, consolidando o quarto recuo consecutivo do desemprego - uma sequência até então inédita.
Leia também:

De acordo com a SEI, o resultado representa uma melhora significativa em relação aos 10,8% registrados em 2024 e posiciona o estado em uma trajetória de recuperação robusta. O avanço nos indicadores foi impulsionado pelo crescimento recorde da população ocupada, que chegou a 6,511 milhões de trabalhadores, o maior contingente já mensurado pela pesquisa no estado.
Com uma alta de 3,4% na comparação anual, o desempenho baiano superou as médias nacional (+1,7%) e regional do Nordeste (+1,2%). Paralelamente, o número de desocupados recuou para 621 mil pessoas, uma queda de 18,8% frente ao ano anterior. Outro ponto de destaque foi a redução do desalento, que atingiu o menor volume desde 2015, com 500 mil pessoas nessa condição, sinalizando que mais cidadãos voltaram a acreditar nas oportunidades do mercado formal e informal.
No aspecto financeiro, 2025 também trouxe ganhos reais para o bolso do trabalhador baiano. O rendimento médio real habitual subiu pelo terceiro ano seguido, fixando-se em R$ 2.284, o maior valor desde 2020. Esse aumento, somado ao maior número de pessoas trabalhando, fez com que a massa de rendimento real mensal batesse o recorde histórico de R$ 14,587 bilhões.
Com esse montante, a Bahia se consolidou como a maior economia em massa salarial do Nordeste e a sétima maior do Brasil. Entretanto, o relatório pondera que a taxa de informalidade subiu para 52,8%, embora este ainda seja o terceiro menor percentual da série histórica estadual.
Apesar do otimismo com os números consolidados, a SEI mantém uma postura cautelosa para o futuro imediato. Para o ano de 2026, o órgão avalia que o cenário macroeconômico tende a ser mais desafiador, citando fatores como a "incerteza global, inflação persistente, juros elevados e ano eleitoral".
A expectativa técnica é de uma "desaceleração adicional da economia e de avanços mais moderados nos indicadores econômicos", projetando que, embora o mercado de trabalho deva continuar gerando postos de trabalho e renda, o ritmo tende a ser menos intenso do que o observado nos últimos anos.
O levantamento completo está disponível neste site.
Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!

