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Enterro na Parada Gay

Diva do transformismo leva caixões para as ruas de Salvador O maior protesto contra a homofobia vai ser realizado neste domingo, (14), na VII Parada Gay da Bahia, por Dion, a diva do transformismo. O trajeto do desfile será coberto por caixões e bandeiras pretas. A encenação é em protesto aos assassinatos de gays, travestis e transsexuais. Antes da abertura do desfile do trio de Dion,conhecida pelo glamour que sempre levou para as paradas gays do interior e da capital baiana uma encenação vai ser realizada. Diversos caixões serão espalhados no trajeto do desfile, simbolizando a morte dos 16 homossexuais baianos assassinados neste ano. Bandeiras pretas representarão o luto das famílias destas pessoas e uma oração vai ser feita em memória aos que já se foram. Depois do protesto, o desfile vai começar com muito brilho, música e energia simbolizando […]


10/09/2008 às 14h37

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Diva do transformismo leva caixões para as ruas de Salvador

O maior protesto contra a homofobia vai ser realizado neste domingo, (14), na VII Parada Gay da Bahia, por Dion, a diva do transformismo. O trajeto do desfile será coberto por caixões e bandeiras pretas. A encenação é em protesto aos assassinatos de gays, travestis e transsexuais.

Antes da abertura do desfile do trio de Dion,conhecida pelo glamour que sempre levou para as paradas gays do interior e da capital baiana uma encenação vai ser realizada. Diversos caixões serão espalhados no trajeto do desfile, simbolizando a morte dos 16 homossexuais baianos assassinados neste ano.

Bandeiras pretas representarão o luto das famílias destas pessoas e uma oração vai ser feita em memória aos que já se foram.

Depois do protesto, o desfile vai começar com muito brilho, música e energia simbolizando o orgulho de carregar a bandeira do arco-íris, símbolo universal do movimento gay.

Na oportunidade o Grupo Gay da Bahia vai homenagear Dion, como a Rainha das Paradas, pela sua militância na capital e no interior.

O estado da Bahia é pelo segundo ano consecutivo o campeão brasileiro de assassinato de homossexuais.

De janeiro à 1 de setembro o  Grupo Gay da Bahia, GGB, contabilizou 16 assassinatos, dois a menos do que o contabilizado em 2007.

Já em todo o Brasil, no mesmo período, foram registradas 155 mortes, contra 122 no ano passado. A região Nordeste é a mais perigosa: um gay nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que no Sul e Sudeste. A maioria das vítimas tem entre  20 a 40 anos.