Aos poucos, a Netflix vai ganhando uma cor brasileira. Na próxima terça, o gigante mundial do streaming (83 milhões de assinantes em 190 países) anuncia a data de lançamento e maiores detalhes de sua primeira série produzida no país: 3%, que ganhará o mundo em novembro. Filmada em São Paulo, a série em oito episódios tem como foco o público jovem adulto, o mesmo que fez das franquias Jogos Vorazes e Divergente hits mundiais.
A série 3% é somente o ponto de partida. No começo de setembro terminaram as filmagens do longa O Matador, outra produção original da Netflix. Dirigido por Marcelo Galvão (Colegas), o filme é um faroeste ambientado no cangaço e será lançado em 2017, a exemplo de duas séries de stand up comedy: Minha Vida Não Faz Sentido, com Felipe Neto, e Tamo Junto, com Marco Luque.
Parte do elenco de 3% e de O Matador se reuniu anteontem, no Museu de Arte Moderna, quando foram anunciados os filmes vencedores do Prêmio Netflix 2016: o pernambucano Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro, e o brasiliense O Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho. As produções independentes concorreram com outras oito na segunda edição do prêmio, cuja noite terminou com uma festa onde os cantores Johnny Hooker e Seu Jorge se apresentaram. Os longas serão licenciados globalmente pela Netflix por um período de, no mínimo, um ano – estarão disponíveis a partir de 2017.
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O júri do prêmio foi composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores de opinião Hugo Gloss e Lully de Verdade. “Acho importante ter um campo de conteúdo artístico como a Netflix. Inclusive, em coproduções com países como Uruguai e Argentina. Eu e Alice (Braga) pensamos em trabalhar juntos numa coproduções dessas”, declarou o baiano Boliveira.
Travessia
Ventos de Agosto será o segundo filme de Mascaro a entrar no catálogo. Os longas brasileiros mais celebrados em 2016, os pernambucanos Boi Neon, de Mascaro, e o polêmico Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, também fecharam acordo com a Netflix. Aquarius será lançado ainda neste ano e Boi Neon ainda não tem data.
Foi a internet que apresentou 3% à Netflix. A história nasceu em 2011 com um piloto lançado, em três partes, no YouTube. Na narrativa de Pedro Aguilera (que também assina a série), o que está em foco é o drama de jovens de um mundo distópico que só tem dois lados: o bom e o mau.
Quando os que vivem do “lado de cá” completam 20 anos, têm uma única chance de conseguir passar para o “lado de lá”, um lugar mais justo. Só 3% da população consegue fazer a “travessia”. César Charlone (O Banheiro do Papa), uruguaio radicado no Brasil, é o diretor geral de 3%. “Imagina carregar nas costas o peso de dirigir a primeira produção sul-americana da Netflix. Foi puxado, mas acredito que os próximos serão mais fáceis”, disse o diretor.
Protagonista da série, Bianca Comparato afirma que só o mote é o mesmo do piloto que está no YouTube: “Mudou tudo. Os personagens são outros, e o que posso adiantar é que a história não é nada cinza (como a da internet)”. Ela vive Michele, uma das candidatas a entrar na elite dos 3%. Outro nome de peso do elenco é o ator baiano João Miguel.
*Jornalista viajou a convite da Netflix
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