Atestado de óbito aponta que Pelé morreu por insuficiência renal e cardíaca, broncopneumonia e adenocarcinoma de cólon


Foto: Reprodução/Instagram

Pelé morreu aos 82 anos, na quinta-feira (29), por insuficiência renal, insuficiência cardíaca, broncopneumonia e adenocarcinoma de cólon, segundo o atestado de óbito do 30º Registro Civil e Tabelionato de Notas do Ibirapuera, em São Paulo.

O documento foi divulgado nesta sexta-feira (30). De acordo com a Lei de Registros Públicos, a certidão de óbito deve indicar a hora, a data e o local de morte da pessoa, bem como suas informações pessoais, como estado civil, nomes, prenomes, idade, data de nascimento, profissão, naturalidade e residência dos pais, se morreu com testamento conhecido e/ou deixou filhos ou herdeiros, a causa da morte, se era eleitor e o local de sepultamento.

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A certidão de óbito informa que Pelé morreu do dia 29 de dezembro, Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e deixou seis filhos vivos. Sandra Regina, que foi reconhecida depois de exames de DNA, morreu de câncer. Não há testamento conhecido, era beneficiário do INSS e foi casado por três vezes.

Logo após a morte de Pelé, o Hospital emitiu uma nota informando que o ex-jogador havia morrido de falência múltipla dos órgãos. Ainda segundo o comunicado, a situação foi resultado da progressão do câncer de cólon que ele tratava, associada à condição clínica em que o ex-atleta estava.

Velório

O velório de Pelé será na Vila Belmiro, que pertence ao Santos Futebol Clube, time onde o astro jogou por quase todos os anos de carreira e onde se tornou estrela. A cerimônia deve durar um dia e meio. Os fãs do Rei poderão se despedir, mas não poderão parar. A visita será em fila, com as pessoas andando.

De acordo com informações apuradas pelo g1, a cerimônia foi preparada pelo Santos Futebol Clube nos últimos meses, e é resultado de um esquema que parece muito com a “Operação London Bridge”, como aconteceu com a rainha Elizabeth II – onde vários protocolos foram desenvolvidos nos bastidores.

O estado de alerta foi iniciado na última quinta-feira (22), quando o estado de saúde do jogador se agravou e foram iniciais os contatos entre familiares, o time e a Prefeitura de Santos. Com as informações em mãos, o time e a administração pública deixaram todos os profissionais em alerta e iniciaram os protocolos da operação para a despedida do Rei.

Já na sexta-feira (23), após o protocolo ter sido acionado, a Vila Belmiro passou a ser palco de uma movimentação intensa e começou a receber diversos equipamento. Pelé será velado precisamente no meio do campo onde estreou em novembro de 1956 e marcou 288 gols, mesmo local onde, em 1974, se ajoelhou e se despediu do clube.

O protocolo aponta que as pessoas que forem se despedir de Pelé terão a oportunidade de fazer um caminho entrando pelo Portão 1 e 2 da Vila Belmiro, na esquina das ruas Dom Pedro e Tiradentes, e seguirão, em fila indiana, até se aproximarem de onde estará descansando o maior futebolista de todos os tempos.

Assim como no funeral de Elizabeth II, as pessoas não poderão parar de caminhar em nenhum momento e deixarão o estádio pelo Portão 7. Os fãs não poderão se aproximar do caixão a ponto de tocá-lo. Toda a estrutura já está montada e a previsão é de que tudo seja iniciado no dia 2 de janeiro, mas o horário do início do velório público ainda não foi divulgado.

Uma foto feita do alto da Vila Belmiro mostra duas tendas montadas. Na menor, bem no centro do campo, o corpo será velado por familiares e amigos. Já a maior deve receber profissionais de imprensa e demais autoridades.

Segundo pessoas ligadas ao cerimonial ouvida pelo g1, eram esperadas, por exemplo, a presença do atual presidente, Jair Bolsonaro, e do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, além de grandes nomes da história do futebol mundial e, também, atletas que ainda estão em atividade. O presidente Jair Bolsonaro, porém, havia programado uma viagem para a Flórida nesta quinta-feira.

O funeral será dividido em quatro tipos de acesso. Na estrutura montada no meio do campo, onde repousará o corpo de Pelé, apenas familiares, o presidente da república e os ídolos eternos do Santos poderão ter acesso.

No Memorial das Conquistas, dentro da Vila Belmiro, terão acesso governadores, senadores e deputados, além do presidente do Santos Futebol Clube, Andrés Rueda. Já no Salão de Mármore estarão membros do conselho deliberativo do clube, vereadores e alguns convidados. Por último, os fãs que terão acesso pela rua.

Além da cerimônia na Vila Belmiro, o corpo de Pelé também deverá seguir em cortejo por várias ruas de Santos. Uma operação coordenada por Polícia Militar, Guarda Municipal e Companhia de Engenharia de Tráfego será responsável por levar o Rei de Futebol para dar a última volta pela cidade que o acolheu.

O cortejo deverá seguir, logo após sair do estádio, pelo Canal 2 até a Avenida da Praia, onde prosseguirá até a porta da casa de Celeste Arantes, mãe de Pelé.

Enterro

Foto: Arquivo/A Tribuna Jornal

Após todas as despedidas dos fãs e autoridades, o corpo de Pelé deverá ser levado para o Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. Lá, ele será sepultado em uma cerimônia extremamente reservada para amigos íntimos e familiares.

No mesmo cemitério estão enterrados familiares e amigos de Pelé, além de personalidades do esporte e da música, como Chorão, ex-vocalista da banda Charlie Brown Jr.

Todo o entorno da Vila Belmiro ficará completamente bloqueado para o acesso de veículos. Para a operação na Vila, além da PM, GCM e CET, a segurança do clube foi acionada e atuará de forma mais rígida do que em dias onde a mobilização é feita para a disputa de clássicos.

Pelé comprou o lóculo onde será sepultado em 2003, quando ainda tinha 62 anos. Na data da aquisição, o Rei disse que o local “não parecia um cemitério” e que transmitia “paz espiritual e tranquilidade”.

Na aquisição, o jogador escolheu o nono andar para repousar, em um local com vista para o Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, em homenagem ao pai, que usava a camisa de número nove nos tempos de jogador.

Em entrevista ao jornal A Tribuna, o Rei ressaltou as qualidades do local. “Escolhi por sua organização, limpeza e estrutura. É um local que transmite paz espiritual e tranquilidade, onde a pessoa não se sente deprimida, sequer parece com um cemitério”, explicou Pelé na época.

Morte

Foto: Reprodução

Pelé estava internado desde o dia 29 de novembro, no Hospital Albert Einstein, para uma reavaliação de terapia quimioterápica para tumor de cólon e tratamento de uma infecção respiratória. A morte foi confirmada na tarde desta quinta-feira (29), um mês depois.

Em nota divulgada pelo hospital, a causa da morte do jogador é atribuída à falência de múltiplos órgãos, em decorrência da progressão do câncer de cólon que ele tratava, associada à condição clínica em que o ex-atleta estava.

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