Focada na paralimpíada do Rio, Terezinha vai ter 2015 intenso


A cega mais rápida do mundo é brasileira. A carreira de Terezinha Guilhermina a credencia como uma das principais representantes do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Atual recordista mundial nos 100m, 200m e 400m rasos, a mineira de 36 anos quer sentir o reconhecimento do seu povo dentro de casa. 
“A expectativa é de que em 2016 a festa seja ainda maior do que foi em Londres, pois o povo brasileiro é mais carinhoso e mais acolhedor. O mínimo que eu desejo é que o estádio esteja lotado e que a sociedade reconheça o paratleta como um profissional que realmente representa bem o país”, afirma Terezinha.  Pra colher os frutos em 2016, Terezinha quer plantar mais algumas sementes em 2015. Por isso, não interrompeu os treinamentos durante as festas de final de ano. “A gente não tem folga. O foco é 2016 e melhorar cada vez mais. O treino de ontem não serve pra hoje e nem pra amanhã. O melhor sempre está por vir”, diz, determinada. 
 
Terezinha é uma das estrelas do atletismo brasileiro (Foto: Washington Alves/Divulgação)
Em agosto, Terezinha vai competir nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá. Depois, em novembro, disputará o Mundial Paralímpico de Atletismo, em Doha, no Catar. “O ano que vem será um dos mais intensos de trabalho, vai exigir muita condição física e eu já estou me preparando”, explica. Dona de seis medalhas paralímpicas, Terezinha acredita que a Paralimpíada do Rio de Janeiro é um marco no esporte brasileiro.

“Desde que o Brasil ganhou para sediar, o esporte brasileiro tem sido visto de uma maneira diferenciada, porque até então era praticamente exclusivo futebol”, opina. “Hoje a gente tem atletas de diferentes modalidades e o paradesporto já consegue ter ícones em diferentes esportes, o que permite às pessoas se espelharem. Nós temos muitos paratletas que são heróis e muitas pessoas com deficiência que podem vir a praticar esporte ao vê-los”.   

CURRÍCULO 
Terezinha foi ouro nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 (100m e 200m). Em Pequim 2008 já havia colocado três medalhas no peito: ouro (200m), prata (100m) e bronze (400m). A primeira foi em Atenas 2004: bronze (400m). “Acredito que 2016 é promessa de um futuro de um paradesporto de sucesso, pois certamente os atletas que vão estar em 2016 vão servir de espelho para muitos outros que vão surgir”.
Correio24horas