Ex-craque de Corinthians e Bahia luta contra vício em crack e vive na rua após perder casa: 'Não sou coitadinho'
Ele atuava como atacante e chegou a cair no doping duas vezes durante a carreira
A vida de um jogador de futebol nem sempre garante o glamour durante e após a carreira. Seja por decisões pessoais ou circunstâncias da vida, o sucesso fica pelo caminho e o ostracismo vem, junto à perda da dignidade. É nesse cenário que Régis Pitbull tenta sair, atualmente, aos 49 anos.

Ex-atacante, Régis Fernandes da Silva passou a viver nas ruas de Pirituba, bairro da Zona Norte de São Paulo onde foi nascido e criado. E a vida dele atualmente é baseada no vício em crack, que o fez perder a casa e praticamente todas as pessoas próximas, incluindo amigos e família.
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O ex-jogador perdeu a casa após ser preso por agredir o síndico do prédio, em 2025. A vítima, um idoso de 69 anos, teria perdido três dentes ao levar uma cabeçada e dois socos de Régis. Para completar, ele pode perder o apartamento por falta de pagamento da taxa de condomínio e do IPTU.
Régis recebe suporte de um restaurante próximo, que frequentemente vai para pegar café com bastante açúcar. No local, ele também utiliza o banheiro e carrega o celular, forma dele pagar as drogas que consome, segundo informações do GE.

Problemas com drogas desde a vida de jogador
Não é de agora que o ex-atleta tem problemas com drogas. Durante a carreira de cerca de 16 anos, caiu duas vezes no doping por uso de maconha, chegando a ficar suspenso. Anos depois, o vício em drogas mais pesadas surgiu.
Ele chegou a admitir para o próprio GE que consumiu "flor com ice" – mistura da flor de maconha (o botão da planta Cannabis) com o ice, um tipo de extrato de alta concentração da mesma planta. O maior dos vícios, no entanto, é em crack.
A vontade do ex-jogador, no entanto, parece não ser deixar a rua. Amigos e familiares de Régis teriam afirmado que ele não aceita receber ajuda para uma reabilitação. O ex-atacante chegou a ser internado em 2022 em uma clínica, mas sofreu uma recaída menos de um mês após sair de lá.
"Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho", declarou.

Carreira
A trajetória de Régis começou em 1996, no Comercial-SP, equipe de Ribeirão Preto. Com passagem por Portugal, voltou ao Brasil para atuar no Ceará e depois construir grande destaque na Ponte Preta, onde é considerado ídolo.
Em 2001, atuou por empréstimo pelo Bahia, sem maior destaque, assim como o que aconteceu no Corinthians em 2004, clube declarado por ele como o do seu coração. Roger atuou em times da Turquia, Japão, Coreia do Sul, Kuwait e outras equipes tradicionais do futebol brasileiro, como Vasco, Portuguesa, ABC, entre outros.
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