Os cinco principais motivos que causaram a demissão de Caio Jr.


A demissão do técnico Caio Júnior do Vitória aconteceu após uma sequência de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Além de perder três seguidas, o time não vinha jogando bem, sofreu uma goleada diante do Cruzeiro e perdeu a primeira em casa na Série A 2013. Vários fatores levaram o time a essa queda de rendimento no torneio e a consequência foi a queda do treinador. Aprofundando a discussão sobre a troca de comando no Rubro-negro, o iBahia Esportes resolveu listar cinco itens determinantes para saída do comandante. Confira e opine!

1. Pretensão
O técnico Caio Júnior pagou o preço de uma ideia. Algo vendido por ele mesmo e comprado pela diretoria do Vitória. Para ele, o atual elenco rubro-negro é capaz de terminar o Brasileirão no G4 e conquistar uma vaga na Taça Libertadores da América. Ao menos, era o que ele dizia. Logo após a conquista do título baiano, Caio chegou a dizer que sonhava com o título da Série A. O distanciamento do topo e a sequência de resultados ruins, porém, mostrou outra realidade, e a diretoria acredita que o time pode mais.

2. Perda de atletas (lesão ou saída)
Ter um time forte para disputar o Brasileirão requer mais do que 11 bons jogadores. Lesões, suspensões e outros percalços forçam mudanças e substituir à altura é complicado. O técnico Caio Júnior perdeu peças importantes ao longo dos jogos na Série A e os desfalques também contribuíram para queda de rendimento do time. Casos de lesões como os Nino Paraíba, Escudero e André Lima, além da saída de Gabriel Paulista, enfraqueceram o time.

3. Cultura de demitir técnicos
Demitir técnico no Brasil quando as coisas não vão bem já virou rotina nos clubes de futebol. Poucos mantém o comandante durante os momentos de turbulência. É cultural, mas o Vitória tornou-se especialista em trocar de técnico até mesmo em situações não tão complicadas assim. Só para recordar a história recente, Carpegiani foi mandado embora duas vezes do clube em momentos bons do time, na Série A de 2009 e na Série B do ano passado.

4. Time previsível
Repetir a escalação é sempre bom. Significa que os atletas não estão se machucando ou levando cartões. O entrosamento do time também é resultado da escalação contínua dos mesmos atletas. O problema é que os adversários uma hora entendem como funciona o jogo de cada time. E isso aconteceu com o Leão. Antes mesmo da perda de atletas por lesão, o estilo rubro-negro já estava manjado, previsível, por vezes até covarde. Faltou ousadia a Caio Júnior, que não apresentou variações táticas.

5. Declarações e afastamentos
A incoerência na hora de justificar as derrotas também pesou contra a permanência de Caio Júnior. Quase sempre fugindo da culpa, colocava os maus resultados na conta do calendário do futebol brasileiro e no maior investimento dos times rivais. Além disso, procurava nas derrotas maneiras de destacar pontos positivos questionáveis na equipe. Para completar, queimou atletas como o volante Fernando Bob e o lateral Daniel Borges diante da torcida.

Leia mais
Caio Júnior se despede do Vitória: “Deus não quis que eu continuasse”
Ney Franco é o novo técnico do Vitória; ele estreia quarta
Dirigente explica escolha por Ney Franco e espera por “sacudida”