Moda e Beleza

Técnica de lavar cabelo com pouco xampu é aprovada por médicos

Conheça a nova técnica de lavar os cabelos? Saiba os benefícios

Redação iBahia
17/05/2016 às 15h03

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Encher o cabelo de xampu, fazer muita espuma e sair do chuveiro com os fios super perfumados. O ritual que para muita gente é visto como sinal de limpeza — e, até, repetido diariamente — pode prejudicar a saúde dos cabelos. Para minimizar os danos, duas técnicas surgiram apostando no uso restrito ou nulo do produto: “Low Poo” (pouco xampu) e a “No Poo” (nenhum xampu). A moda, que começou em Nova York, já faz a cabeça das brasileiras. E tem aval de dermatologistas.

Técnicas ‘Low/No Poo’ começaram nos Estados Unidos, mas já estão na moda entre brasileiras. (Foto: Reprodução)

“As substâncias usadas para fazer espuma removem a proteção lipídica. Isso causa ressecamento e estimula as glândulas sebáceas a produzirem mais gordura, aumentando a oleosidade”, explica a dermatologista Vanessa Metz. No “Low Poo”, a lavagem é feita com substâncias mais leves, que não agridem a fibra capilar, e têm bases naturais como coco, açaí e camomila. “A técnica prega substâncias mais naturais, como o anfótero, que limpa o couro cabeludo sem sensibilizá-lo”, diz a dermatologista Jeanne Herdy, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologista.
Fica a dúvida: a técnica, afinal, deixa o cabelo sujo?

“Isso não significa deixar o cabelo sujo, apenas usar menos quantidade da substância que faz a espuma, o lauril sulfato de sódio”, diz Vanessa. Para a médica, contudo, a técnica mais radical, a “No Poo”, precisa ser planejada com um dermatologista: “A limpeza é essencial para tirar o sebo da raiz, que, sem higienização, pode ter feridas, caspa, dermatite e psoríase.Adepta do “Low Poo”, a assistente de comunicação Júlia de Marins, de 23 anos, notou os cabelos mais saudáveis já na terceira lavagem: “Como tenho fios finos, eles ficavam pesados com produtos comuns”, diz Júlia, que afirma não gastar muito: “Dá para pagar pouco nesses xampus, que são encontrados em farmácias comuns.”