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Cesta básica dispara em Salvador e pressiona o bolso do consumidor

Alta de 2,36% em abril marca o quarto aumento seguido e compromete mais de 40% do salário mínimo na capital baiana

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Redação iBahia

05/05/2026 às 15:31 - há XX semanas
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A cesta básica em Salvador voltou a subir e acumula mais um mês de alta. De acordo com levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o conjunto de alimentos essenciais passou a custar R$ 624,01 em abril de 2026, após análise de 3.325 preços em 92 estabelecimentos da capital baiana.


					Cesta básica dispara em Salvador e pressiona o bolso do consumidor
Cesta básica dispara em Salvador e pressiona o bolso do consumidor. Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

O valor representa um aumento de 2,36% em relação a março, o equivalente a R$ 14,41 a mais no bolso do consumidor. Este é o quarto avanço consecutivo do indicador, reforçando a pressão sobre o custo de vida na cidade.

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Entre os 25 itens avaliados, 17 ficaram mais caros. As maiores altas foram registradas na cenoura (32,27%), queijo muçarela (17,67%), tomate (17,10%) e cebola (16,91%). Também tiveram aumento relevante produtos como flocão de milho, leite, feijão e ovos. Por outro lado, oito itens apresentaram queda, com destaque para banana prata (-18,79%) e batata inglesa (-13,54%), além de arroz, café e frango.

Segundo o economista da SEI, Denilson Lima, fatores como oferta e demanda, sazonalidade e condições climáticas explicam a elevação registrada em abril. Ele aponta que a cenoura teve forte impacto no resultado. “No caso da cenoura, a alta está relacionada à restrição na oferta, sobretudo em importantes regiões produtoras, além da ocorrência de problemas fisiológicos que comprometeram a qualidade do produto e reduziram sua disponibilidade no mercado”.

Já no sentido oposto, a banana prata ajudou a conter uma alta ainda maior. “A fruta registrou redução significativa por causa do aumento da oferta decorrente do avanço da safra e da ampliação do volume disponível para comercialização”, explicou o economista.

O peso das refeições tradicionais também ficou mais evidente. Os itens que compõem o almoço típico do soteropolitano - como feijão, arroz, carnes, farinha, tomate e cebola - tiveram alta de 5,01% e representam 37,86% do valor total da cesta. Já os produtos do café da manhã, como leite, pão, café e manteiga, subiram 4,12% e correspondem a 33,54% do custo.

Com isso, o impacto no orçamento das famílias segue elevado. Em abril, um trabalhador de Salvador precisou dedicar cerca de 91 horas e 33 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica, comprometendo 41,62% do salário mínimo líquido, estimado em R$ 1.499,43 após desconto da Previdência Social.

O boletim completo está disponível no site da SEI. A série histórica está no painel da Cesta Básica na plataforma InfoVis Bahia.

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