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Operação El Patron

Binho Galinha: grupo criminoso atuava há 20 anos, diz PF

Deputado estadual Binho Galinha é apontado como chefe de esquema criminoso de lavagem de dinheiro e extorsão

Mari Leal • 07/12/2023 às 12:42 • Atualizada em 07/12/2023 às 15:56 - há XX semanas

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Deflagrada nesta quinta-feira (7), a Operação ‘El Patron’ teve como principal alvo o deputado estadual baiano Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha, apontado como chefe de uma organização criminosa responsável por crimes de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada, com atuação em Feira de Santana. A ação prendeu 6 pessoas e cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, incluindo a casa e fazendas do deputado.


				
					Binho Galinha: grupo criminoso atuava há 20 anos, diz PF
Deputado estadual Binho Galinha é apontado como chefe de esquema criminoso de lavagem de dinheiro e extorsão. Agência Alba

O parlamentar não foi encontrado em nenhum dos imóveis alcançados por mandados de busca e apreensão, segundo a Polícia Federal. Binho Galinha não foi alvo de mandado de prisão. O deputado conta com foro privilegiado, uma prerrogativa do cargo.

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“Como líder da organização, recebia valores oriundos dessas práticas e agia de forma integrada com outros indivíduos”, explicou o delegado da PF, Geraldo Almeida, sobre a participação do parlamentar no esquema.

A investigação aponta ainda que o grupo criminoso atuava há pelo menos 20 anos na cidade de Feira de Santana, distante 100 km da capital baiana, e na última década chegou a realizar movimentações bancárias com valor superior a R$ 100 milhões.

Além do deputado, outras 14 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, entre elas três policiais militares. Também foram apreendidos documentos, pasta de cocaína, armas e munições.

Como funcionava o esquema que lavava dinheiro do jogo do bicho

A investigação que antecedeu a operação de hoje durou 14 meses, segundo a PF. O grupo passou a ser investigado a partir de um ofício com relatos de denúncias ter sido protocolado junto ao Ministério Público da Bahia.

O esquema contava com a participação de empresas que, apesar de terem autorização para atividades lícitas, também faziam o trabalho de lavagem de dinheiro. A PF não detalhou as atividades realizadas pelas empresas. No total, seis CNPJ tiveram as atividades suspensas.

Segundo o delegado, os policiais envolvidos tinham como papel principal ser o braço armado do grupo, com atribuições de efetuar cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogatinas e empréstimos a juros excessivos. A investigação não avançou para o rastreio de eventuais crimes contra a vida.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 40 imóveis urbanos e rurais.

A deflagração da operação envolveu a atuação de aproximadamente 200 agentes públicos, entre policiais, delegados, promotores de Justiça e auditores fiscais, e contou com o apoio do Comando de Operações Táticas (COT), Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI), Gaecos Regionais Norte e Sul e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Conheça Binho Galinha, deputado apontado como líder do grupo criminoso

Deputado estadual pela Bahia, Kleber Cristian Escolano de Almeida, de nome parlamentar Binho Galinha, tem 46 anos, é solteiro e se intitula empresário. Nascido na cidade de Milagres, construiu a vida política em Feira de Santana, um dos seus principais redutos eleitorais. Foi em Feira, inclusive, que ganhou o apelido Binho Galinha, inspirado no fato de ele trabalhar em um abatedouro entregando galinhas.

Eleito em 2022, Binho Galinha é filiado ao Patriota e exerce seu primeiro mandato eletivo. Nunca tinha se candidatado antes. Recebeu votos em 306 dos 417 municípios baianos. Na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), é vice-líder do Bloco Parlamentar MDB/PSB/Patriota/PSC/Avante.

Antes de ingressar na vida política, o deputado também trabalhou como carroceiro e pintor.

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