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Após 4 adiamentos

Filha de corretora desabafa em julgamento: 'Como se fosse aquele dia'

Janaína de Oliveira foi assassinada em 2017, pelo então companheiro no bairro do Barbalho

Redação iBahia • 28/09/2023 às 15:09 • Atualizada em 28/09/2023 às 15:22 - há XX semanas

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"É muito doloroso, a situação é muito triste, o clima lá dentro é muito tenso. Pra mim, foi como se fosse aquele dia 10 de novembro. Como se eu tivesse vendo tudo pela primeira vez porque eu tive que falar em juízo, porque eu tive que falar pro júri ouvir. A pressão é muito grande, a defesa não alivia no que vai com a testemunha. É uma tristeza imensa."

Foi assim que a filha de Janaína de Oliveira, que foi assassinada pelo então companheiro em 2017, descreveu as primeiras horas de julgamento da mãe. Em entrevista à TV Bahia, Priscila Gama contou que foi uma das primeiras testemunhas a falar em juízo.

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					Filha de corretora desabafa em julgamento: 'Como se fosse aquele dia'
Foto: Reprodução / TV Bahia

A expectativa para o julgamento era enorme, isso porque a sessão foi adiada por quatro vezes. Priscila disse que acordou pensando em um adiamento, mas ficou aliviada em ver a situação sendo analisada. Ela também disse que a Justiça precisa de mais celeridade. O caso de Janaína já tem 6 anos e o réu Aidilson Viana de Sousa estava em liberdade.

"Levantar hoje foi como se (o julgamento) fosse ser adiado novamente, ao invés de ter uma notícia boa, eu só esperava uma notícia negativa. Eu acredito que essas situações dos adiamentos sejam sim por brechas da lei que permite que o réu fique solto, que permite que o réu peça adiamento de algo que já foi confesso. A gente sabe como anda a nossa Justiça, a gente sabe da lentidão, a gente vê os casos acontecendo, mas nada é feito por quem deveria ser a nosso favor", desabafou Priscila.


				
					Filha de corretora desabafa em julgamento: 'Como se fosse aquele dia'
Foto: Arquivo Pessoal

Depoimentos em juízo

Janaína foi encontrada morta no dia 10 de novembro de 2017 no bairro do Barbalho, na capital baiana. A vítima foi encontrada pela irmã e pela filha Priscila, na época com 27 anos (fruto de outro relacionamento), dentro do apartamento onde morava com Aidilson.

O corpo dela tinha ferimentos de facadas e familiares da corretora - na época, atestaram que foi o companheiro quem tinha praticado o crime. Ainda no mês de novembro, Aidilson foi preso. Os 30 dias de prisão acabaram no dia 14 de dezembro de 2017, conforme informou o Ministério Público do Estado (MP-BA). O órgão estadual denunciou Aidilson, mas a Justiça indeferiu o pedido de prisão preventiva.

Priscila contou que se sentiu mal durante todo esse tempo em que o acusado ficou em liberdade e que ela foi vítima também do crime. "A principal vítima foi minha mãe. Mas, a partir do momento que o crime aconteceu eu também me torno uma vítima porque quem perdeu a mãe fui eu, quem sofre sou eu", disse ela.


				
					Filha de corretora desabafa em julgamento: 'Como se fosse aquele dia'
Foto: Arquivo Pessoal

A filha de Janaína ainda pontuou que o processo de julgamento é carregado de tensão e pressão, principalmente por parte da defesa do réu. "A defesa, na minha oitiva, eles foram até mais tranquilos, apesar do clima ser tenso. Mas, na outra oitiva que estava acontecendo, foi horrível. Parece que quem cometeu o crime foi a gente",

Agressões

A família de Janaína não aceitava o relacionamento dela com Aidilson. Priscila contou que as agressões entre os dois eram constantes. Na época do crime, uma prima da vítima disse que o homem era extremamente ciumento. Relatou ainda que a corretora verbalizou sofrer agressões verbais e físicas do suspeito. Uma foto divulgada pela família, mostrou a mulher com o olho roxo após ter sofrido uma suposta agressão anterior ao assassinato.

As marcas de violência, segundo os parentes, estavam espalhadas por todo o apartamento.

"Essa cena vai ser a que eu vou carregar pro resto da minha vida e apesar de ser testemunha da acusação, é como se Janaína fosse a causadora disso tudo", disse Priscila nesta quinta (28)


				
					Filha de corretora desabafa em julgamento: 'Como se fosse aquele dia'
Foto: Arquivo Pessoal

Vizinhos contaram à polícia que, na véspera do dia em que Janaína foi encontrada morta, eles ouviram barulho de mais uma briga do casal. A família contou que, após ser golpeada, mesmo estando muito ferida, Janaína conseguiu se arrastar pelo apartamento e trancar a porta de casa, deixando o agressor do lado de fora. Mas ela não resistiu aos ferimentos. Janaína foi enterrada no final da manhã do dia 12 de novembro de 2017, no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação.

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