A indústria petroquímica global vive um momento de transformação profunda, onde a sustentabilidade deixou de ser uma meta de longo prazo para se tornar o motor das decisões do presente. Liderando esse movimento, a Braskem consolida sua estratégia focada na redução de impactos ambientais e na modernização de suas operações, tendo o estado da Bahia como um de seus principais palcos de inovação tecnológica e transição energética.

O setor industrial é um dos principais motores do desenvolvimento socioeconômico regional. Na Bahia, essa força é evidente: o segmento responde por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e é responsável pela geração de aproximadamente 457 mil empregos. Diante dessa relevância, alinhar o crescimento econômico à responsabilidade climática tornou-se crucial para garantir a longevidade e a competitividade do mercado.
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Com essa diretriz, a Braskem estruturou em 2021 o seu Programa de Descarbonização Industrial. A meta é clara: reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de escopos 1 e 2 até o ano de 2030.
De acordo com Angélica Bertin, gerente de Energia e Descarbonização da Braskem, mesmo diante de um cenário global desafiador para o setor petroquímico, 2025 representou um avanço importante na jornada da companhia. "Consolidamos uma cultura organizacional cada vez mais voltada à sustentabilidade, que tem impulsionado equipes a atuarem de forma proativa na busca por soluções inovadoras. Como resultado, desde a implementação do Programa de Descarbonização, mais de 1,3 milhão de toneladas de CO₂e já foram evitadas, sendo a Bahia responsável por 200 mil toneladas desse total", ressalta.

Bahia Sustentável: tecnologia e matriz renovável no Polo de Camaçari

No território baiano, os esforços da companhia estão concentrados em três frentes principais: eficiência energética, eletrificação e transição da matriz elétrica. As unidades da Braskem no Polo Industrial de Camaçari têm servido como laboratórios de soluções de alta tecnologia.
1. Inteligência Artificial e dados nos fornos de pirólise
Carlos Alfano, diretor industrial da Braskem na Bahia, destaca o projeto Multivariate Process Analysis (ProMV), desenvolvido no Polo Industrial de Camaçari com o apoio do Centro Digital da Braskem. A iniciativa aplica ferramentas de análise de dados, automação, inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) para otimizar processos industriais.
“Por meio de modelos matemáticos, estatísticos e simulação em tempo real, o projeto otimizou o consumo energético da operação dos fornos de pirólise, equipamentos-chave na operação das centrais petroquímicas”, explica.

2. Otimização de caldeiras e redução de desperdícios
Outro exemplo citado pelo diretor industrial é o projeto de Aumento da Produção Específica das Caldeiras da UTE na unidade Químicos 1 (Q 1 BA), conduzido por engenheiros no Polo Industrial de Camaçari. Os profissionais aplicaram uma metodologia para eliminar desperdícios, agilizar processos, reduzir falhas e variabilidade com base em uma análise multivariável e ajustes operacionais.
"Desta forma, foi possível obter ganhos financeiros significativos na economia de combustível, além de evitar a emissão de cerca de 30 mil toneladas de CO²e e reduzir em 46% as perdas de água associadas ao processo", pontua Alfano.

Resultados do Projeto de Caldeiras (Unidade Q 1 BA):
- emissões evitadas: aproximadamente 30 mil toneladas de CO₂;
- Redução de Perdas de Água: 46%.
3. Energia limpa na produção
Além da eficiência interna dos processos, a origem da energia consumida passou por uma reformulação severa. Nos últimos anos, mais de 90% da energia elétrica adquirida pela Braskem foi proveniente de fontes renováveis.
"Este resultado foi viabilizado por meio de contratos de longo prazo e de investimentos em projetos de geração de energia renovável, como os parques eólicos nas cidades baianas de Urandi, Jacaraci, Licínio de Almeida e Campo Formoso, que contribuem com mais de 400 MW de capacidade instalada no país", afirma Angélica Bertin.
Cooperação técnica: o Programa Indústria Verde
O avanço rumo a uma economia de baixo carbono também exige articulação institucional. Por isso, a Braskem firmou parceria como signatária do Programa Indústria Verde, idealizado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
O acordo de cooperação técnica, formalizado durante o INDEX Bahia 2026, visa fortalecer a bioeconomia, o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e a descarbonização do parque fabril baiano. O termo de cooperação une forças da Braskem com a FIEB, a Casa dos Ventos e a Acelen.
"Trata-se de uma iniciativa estratégica que conecta desenvolvimento econômico à sustentabilidade, algo que hoje não é mais uma escolha, mas uma necessidade para a competitiveness no cenário global. Vejo esse movimento como um passo concreto na direção de uma indústria mais moderna, eficiente e alinhada às demandas ambientais, permitindo que a transição energética e a descarbonização ocorram de forma consistente e inclusiva", diz Carlos Alfano sobre a relevância dessa união de forças.
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