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Ilê Axé Oya Onira'D

Terreiro em área de proteção ambiental é demolido em Salvador

Terreiro Ilê Axé Oya Onira'D ficava no Parque Pituaçu; demolição ocorreu nesta segunda-feira (9) em decisão tomada pelo Inema e outras secretarias

foto autor

Redação iBahia

10/06/2025 às 9:47 - há XX semanas
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Um terreiro de candomblé que funcionava no Parque Pituaçu, em Salvador, foi demolido pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na última segunda-feira (9). Segundo os membros do terreiro Ilê Axé Oyá Onira'D, a ação ocorreu sem aviso prévio. Por outro lado, o Inema declarou que a estrutura estava irregular e ocupava uma área de proteção ambiental. As informações são do g1 Bahia.


					Terreiro em área de proteção ambiental é demolido em Salvador
Inema diz que terreiro estava em situação irregular. Foto: Reprodução/TV Bahia

A ialorixá do terreiro, Naiara de Oyá, contestou a justificativa do Inema, afirmando que já possuía documentos de intenção de compra da área e que o espaço sagrado estava estabelecido ali há oito anos. Ela também argumenta que o documento de compra e venda já havia sido apresentado ao órgão desde a primeira notificação sobre a demolição.

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"Escritura é algo que não existe aqui, porque isso aqui tudo é invasão. Mas existe um papel de compra e venda que foi apresentado desde a primeira vez que fomos notificados que estávamos em uma área ambiental. Estávamos em uma área ambiental onde já moravam pessoas", disse Naiara, em entrevista à TV Bahia.


					Terreiro em área de proteção ambiental é demolido em Salvador
Terreiro em área de proteção ambiental é demolido em Salvador. Foto: Reprodução/TV Bahia

Os filhos de santo do terreiro relataram que a demolição ocorreu sem qualquer aviso prévio. Ao chegarem ao local, encontraram os objetos sagrados do terreiro já fora da construção, dispostos no chão. "Existe algo dentro da religião que é o sagrado, que a gente cultua. Para colocar ou tirar [cada objeto], tem todo um trâmite e ele não pode ser feito antes da hora, do dia, tem dias apropriados. Então, da forma que aconteceu está sendo um desrespeito a nossa ancestralidade", destacou a líder religiosa.

O conselheiro do Parque Pituaçu, Gabas Machado, afirmou que a situação será denunciada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à Delegacia de Crimes Raciais e Religiosos.

Inema diz que terreiro estava em situação irregular

Em nota ao g1, o Inema (Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) afirmou que o imóvel estava em situação irregular e localizado em uma Área de Proteção Permanente (APP). O órgão explicou que monitorava a situação desde dezembro de 2024, quando a ocupação foi identificada.

Após uma visita técnica ao local, foram constatados impactos ambientais significativos causados pela estrutura. Entre os problemas encontrados, destacam-se os riscos de contaminação do solo, o descarte irregular de resíduos e o uso indevido de recursos naturais.

Ainda segundo o Inema, uma notificação extrajudicial com o pedido de desocupação voluntária da área foi emitida em janeiro de 2025 e entregue diretamente aos ocupantes do terreno. Para o instituto, a demolição era uma medida necessária para a preservação ambiental de fragmentos urbanos de Mata Atlântica em Salvador.

A ação de demolição foi coordenada por diversos órgãos estaduais, incluindo a Casa Civil, a Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), a Polícia Militar da Bahia e a Procuradoria Geral do Estado (PGE).

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