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Percentual de renovação na Câmara de Salvador será de 35%

Entre os que fazem parte do legislativo municipal hoje, 65% continuarão no próximo ano

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Redação iBahia

03/10/2016 às 8:27 • Atualizada em 29/08/2022 às 3:01 - há XX semanas
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Figurinhas conhecidas e algumas caras novas – com direito a uma ou outra surpresa. Ontem, os soteropolitanos foram às urnas também para decidir quem vai ocupar as 43 cadeiras da Câmara Municipal de Salvador, a partir de 2017.
Entre os que fazem parte do legislativo municipal hoje, 65% continuarão no próximo ano. Os 35% que saem – ou seja, 15 vereadores – incluem nomes tradicionais como Euvaldo Jorge (PPS), Kátia Alves (SD), Vânia Galvão (PT) e Everaldo Augusto (PC do B).
A reeleição de ACM Neto (DEM) na prefeitura vem acompanhada também do crescimento de sua base, que passará dos atuais 30 vereadores para 32. A conta hoje chega a 30 porque, apesar de não fazer parte da base de Neto oficialmente, o vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) é alinhado a ele. Ao todo, dos 10 mais votados para 2017, apenas dois não são da base de Neto: Hilton Coelho (Psol) e Carlos Muniz (PTN). Já entre os 15 que saíram, cinco são da oposição.

					Percentual de renovação na Câmara de Salvador será de 35%
Foi também a coligação do prefeito (que, além do seu partido, vinha com PRB e PMB) que alavancou a maior parte dos votos para a Câmara: 235.556 – mais de 81.940 votos a mais que a segunda colocada (PC do B, PT e PSD).
Além disso, a nova Câmara vai ficar um pouco mais feminina. Passará de cinco mulheres contra 38 homens para oito mulheres e 35 homens. Mas ainda será uma longa caminhada: elas ainda são menos 20%. Só para dar uma ideia, segundo a Lei nº 12.034/2009, 30% das candidaturas de qualquer partido devem ser obrigatoriamente femininas.
Novas regras Essa foi a primeira vez que valeu a nova regra para a definição dos vereadores. Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, a norma indica que o partido precisa superar o quociente eleitoral – a divisão dos votos válidos pelo número de vagas – e que os candidatos precisam passar de 10% desse índice em votos individuais.
Ontem mesmo, durante uma entrevista coletiva após o início da apuração dos votos, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), Mário Alberto Hirs, sintetizava como as coisas funcionam. “Nem sempre o mais votado leva”, disse.
Mas isso se aplica mais entre os mais votados de cada coligação, porque, entre os mais votados no ranking geral, não há muito o que discutir. É o caso do atual presidente da Casa, Paulo Câmara (PSDB), que saiu na frente e foi o mais votado da cidade.
Os donos das cadeirasCom 18.432 votos, Câmara teve mais do que o dobro do pleito de 2012, quando recebeu 8,7 mil votos. Economista, vai para seu quarto mandato consecutivo – depois de entrar como suplente em 2004. Mas, embora tivesse uma expectativa de ir bem entre os eleitores, a aceitação surpreendeu até o próprio político.
“Tinha a sensação que a campanha estava muito boa, agora, ter uma votação tão grande assim... Acho que a projeção da presidência (da Casa) trouxe esse resultado. Não tenho a menor dúvida de que, quando você faz uma campanha ao lado de um prefeito muito bem avaliado, ela é exitosa. Quando a gente entrava num bairro para trabalhar, do lado de (ACM) Neto, estava de porta aberta. Isso foi fundamental, aliado ao trabalho de três anos e meio”, declarou.
O segundo lugar entre os mais votados é de outro conhecido da Casa: o vereador Luiz Carlos (PRB). Já a terceira mais bem posicionada foi uma surpresa – ou não, já que a moça é irmã do deputado estadual Marcell Moraes (PV) e, como ele, é uma conhecida apoiadora da causa animal. Em sua primeira eleição, a estudante Marcelle Moraes (PV), 24 anos, levou 15.707 votos.
No Facebook, ela comentou a vitória. “Agradeço a todos os meus eleitores que confiaram no meu trabalho e também a todos os oportunistas que nos criticaram, pois foi também através do esforço de vocês em tentar nos desmoralizar que ficamos mais fortes”, postou.
Só que ela não foi a única apadrinhada por um parente a conseguir uma vaga. Além dela, tem os estreantes Aleluia (DEM), filho do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), e Daniel Rios (PMDB), irmão do deputado estadual David Rios (PMDB). Há, ainda, o já vereador Duda Sanches (DEM), filho do deputado estadual Alan Sanches (DEM). Duda foi reeleito com 14.455 votos - o quinto melhor colocado no pleito.
Outro calouro será o cantor Igor Kannário (PHS). Com 11.432 votos, Igor foi o 14ª mais votado. Em suas redes sociais, o cantor comemorou a vitória. “A voz do povo é a voz de Deus”, postou. Por outro lado, outro pagodeiro famoso, Ed City (PHS) teve a candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo assim, levou 40 votos (que não são válidos).
Um caso curioso foi do candidato Téo Senna (PHS), eleito pelo critério de desempate por idade. Com 58 anos, teve o mesmo número de votos - 6.922 - do colega de partido Fábio Souza, que tem 39 anos.
Ficaram foraEntre os nomes que bateram na trave, estão Pedro Godinho (PMDB), Vado Malassombrado (DEM) e Alberto Braga (PSC) - os dois últimos vereadores, inclusive, têm mandato até o fim do ano.
Outro que não conseguiu foi o ex-prefeito João Henrique (PR). Com 5.292 votos, ele foi o candidato mais votado da sua coligação (PR e PP), que não conseguiu atingir o coeficiente eleitoral e, por isso, não elegeu nenhum vereador.

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