O comportamento dos adolescentes baianos de 13 a 17 anos mudou drasticamente nos últimos cinco anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2019 e 2024, houve uma queda expressiva no consumo de álcool e drogas ilícitas. No entanto, o uso do cigarro eletrônico (vape) mais que dobrou no estado, sinalizando uma nova e preocupante tendência.

Na Bahia, a experimentação de vape saltou de 9,6% para 21,2%, o que significa que 1 em cada 5 estudantes já utilizou o dispositivo, segundo divulgou o g1. Em Salvador (BA), o índice subiu de 14,6% para 17,7%. Na capital, o uso é mais frequente entre meninos (19,2%) e alunos da rede pública (18,9%).
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Queda do álcool e do cigarro comum
O consumo de álcool na capital baiana caiu de 68,2% para 57,8%. Apesar da redução, a cidade ainda ocupa a 4ª posição entre as capitais com maior proporção de jovens que já beberam. Um dado relevante é que, na cidade, as meninas (62,9%) bebem mais do que os meninos (52,8%).
Já o cigarro comum perdeu espaço para os dispositivos eletrônicos. A Bahia mantém o menor índice de tabagismo convencional do país (12,3%). Em Salvador, a queda foi ainda maior: de 18% para 12,2%, garantindo à cidade o menor percentual entre todas as capitais brasileiras.
Menor índice de drogas ilícitas do país
A Bahia continua apresentando a menor proporção de adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas no Brasil. O índice estadual recuou de 5,5% para 4,3%. Em Salvador, a taxa caiu de 9,1% para 7,7%, embora a capital tenha subido no ranking nacional devido a quedas mais acentuadas em outras regiões.
O perfil do uso de ilícitos em Salvador mostra que o hábito é mais comum entre meninos (9,2%) e estudantes da rede pública (9,1%). Na rede privada da capital, o índice de experimentação é significativamente menor, atingindo 4,6% dos alunos.
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