A Bahia encerrou o ano de 2025 com o registro de 102 feminicídios. Esse número representa uma média trágica de uma mulher morta por questões de gênero a cada quatro dias no estado.

Embora o total de casos tenha apresentado uma redução de 7,3% em relação aos 110 registros de 2024, a taxa de incidência proporcional permanece em patamares preocupantes. Em 2025, o índice foi de 1,3 vítimas para cada 100 mil baianas.
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Esse valor é superior ao registrado no início da série histórica, em 2017, quando a taxa era de uma vítima por 100 mil mulheres. Atualmente, de cada quatro mortes violentas de pessoas do sexo feminino no estado, uma é classificada como feminicídio.
Os dados, sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), indicam um padrão alarmante de proximidade. O levantamento revela que 85% dos crimes ocorreram dentro da própria residência da vítima.
Em 90% dos casos, o autor do crime foi o parceiro ou ex-parceiro íntimo, como companheiros e namorados. Esses números evidenciam que o perigo para a mulher baiana reside, majoritariamente, dentro do seu ciclo afetivo e familiar.
O perfil predominante das vítimas é composto por mulheres negras, com idade entre 30 e 49 anos. A maioria mantinha algum tipo de relacionamento afetivo no momento em que o crime foi cometido.
Quanto aos métodos utilizados, o uso de armas brancas foi identificado em 35,1% das ocorrências. Esse padrão de comportamento reforça a necessidade de políticas públicas de monitoramento mais rigorosas.
A análise dessas estatísticas é fundamental para a construção de medidas de proteção e suporte. O objetivo é garantir a preservação da vida e combater a vulnerabilidade social que atinge as mulheres em todo o estado. Para acessar a publicação da SEI, clique aqui.
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