Centro de umbanda é vandalizado com símbolos de apologia ao nazismo
Caso aconteceu na cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia

Um centro de umbanda foi alvo de intolerância religiosa na cidade de Guanambi, no sudoeste da Bahia, e teve a fachada vandalizada com símbolos de apologia ao nazismo. O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro é uma instituição religiosa que atua no município há quase 80 anos.

De acordo com o vice-presidente do centro, Joel das Neves da Silva, o local vem sofrendo ataques há cerca de um ano. Nesse período, o espaço foi invadido seis vezes, ocasiões em que imagens foram destruídas e documentos, rasgados. Também houve furtos de itens como velas e alimentos.
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No último sábado (18), a fachada da instituição foi pichada com símbolos associados ao nazismo. Desta vez, não houve invasão ao local.
Ao g1, o advogado que representa o centro, Eunadson Donato, informou que acionou a polícia e tenta formalizar a ocorrência. Entretanto, a Polícia Civil (PC) declarou ao portal que não localizou registro oficial do caso.
Cabe destacar que a apologia ao nazismo - por meio do uso de símbolos, distribuição de emblemas ou propaganda desse regime - é considerada crime no Brasil, com pena de reclusão que pode chegar a cinco anos.
Imagens da fachada pichada circularam nas redes sociais e provocaram indignação na cidade. Em nota, a Prefeitura de Guanambi repudiou o ocorrido, classificando-o como um "ataque de ódio, de cunho racista e de intolerância religiosa".
"Guanambi é uma cidade alicerçada nos valores do respeito, da diversidade cultural e religiosa, além da liberdade de crença. Atos de violência ou discriminação contra qualquer segmento religioso são inaceitáveis, pois agridem os direitos fundamentais e o convívio democrático que deve prevalecer em nossa sociedade", afirmou a gestão municipal.
Também por meio de nota, a Ordem dos Advogados da Bahia - Subseção Guanambi - se posicionou contra a ação, destacando o caráter de incitação ao ódio do episódio. "Trata-se de uma violação direta aos direitos humanos fundamentais, em especial à liberdade de crença, à igualdade e à dignidade da pessoa humana, atingindo de forma especialmente sensível comunidades de matriz africana, historicamente marcadas por processos de discriminação e marginalização".
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