Uma megaoperação da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), deflagrada nesta quarta-feira (20), resultou na prisão de dez foragidos da Justiça e no cumprimento de 16 mandados de prisão. A ação, batizada de Operação Junco, foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e mirou uma organização criminosa que comanda o tráfico de drogas no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Segundo o g1, as prisões ocorreram de forma simultânea na capital baiana e em pontos estratégicos do interior, incluindo um dos destinos turísticos mais famosos do estado.
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A maioria dos alvos foi localizada em Salvador (BA), mas a operação se estendeu pela Região Metropolitana e interior do estado:
- Salvador: sete suspeitos foram capturados nos bairros de Plataforma e Massaranduba.
- Simões Filho: um investigado foi localizado na Região Metropolitana.
- Senhor do Bonfim: um alvo foi preso no norte do estado.
- Morro de São Paulo (Cairu): um dos foragidos tentava se esconder na famosa localidade turística.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos celulares e documentos. O material será analisado pelo Denarc para mapear a rede de contatos e a movimentação financeira do grupo.
Estrutura do grupo e a conexão com "Haroldo"
De acordo com as investigações, os dez presos desempenhavam papéis cruciais na engrenagem do tráfico local, atuando como olheiros, gerentes e responsáveis pela logística da facção.
A polícia revelou que todos os capturados tinham ligação direta com Danilo José de Jesus, o "Haroldo", antigo chefe do grupo. Conhecido no mundo do crime como o "Senhor das Armas" devido ao seu papel na distribuição de armamento pesado no Subúrbio de Salvador, Haroldo morreu em setembro de 2024 após um confronto com a polícia em um condomínio em Jacuípe, no município de Camaçari.
Mesmo após a morte da liderança principal, o grupo continuou operando de forma organizada na região, o que motivou a ofensiva do Denarc nesta quarta-feira.
Até o momento, a PC não divulgou os nomes dos presos nem detalhou a conduta individual de cada um no organograma da facção, já que as investigações seguem em andamento.
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