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Caso Geovane

Julgamento de PMs por morte e decapitação em Salvador é adiado de novo

Geovane Mascarenhas de Santana foi morto após abordagem policial em 2014, no bairro da Calçada

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Redação iBahia

27/04/2026 às 14:56 - há XX semanas
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O julgamento dos sete policiais militares acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014, foi adiado. A sessão, que deveria começar nesta segunda-feira (27) no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador (BA), foi remarcada para o dia 17 de junho.


					Julgamento de PMs por morte e decapitação em Salvador é adiado de novo
Geovane Mascarenhas de Santana teve corpo decapitado. Fotos: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou ao g1 que o adiamento ocorreu após a defesa solicitar acesso a documentos que tramitaram em meio físico na época e não estavam nos autos digitais. A medida visa "preservar o direito à plenitude de defesa e evitar nulidade do julgamento". O júri tem previsão de duração de três dias.

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Os policiais responderão por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e roubo qualificado. Com exceção de Jailson Gomes Oliveira, todos também respondem por ocultação de cadáver.

Confira a lista dos PMs que irão a júri popular:

  • Cláudio Bonfim Borges;
  • Jesimiel da Silva Resende;
  • Daniel Pereira de Sousa Santos;
  • Alan Morais Galiza dos Santos;
  • Alex Santos Caetano;
  • Roberto dos Santos Oliveira;
  • Jailson Gomes Oliveira.

Relembre o crime


					Julgamento de PMs por morte e decapitação em Salvador é adiado de novo
Geovane Mascarenhas de Santana pilotava a motocicleta dele, quando foi abordado por uma guarnição da PM. Foto: Reprodução/TV Bahia

Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Geovane foi abordado em 2 de agosto de 2014 enquanto pilotava sua moto. Ele foi conduzido na viatura até o bairro da Calçada e, posteriormente, levado ao local da execução.

O corpo do jovem foi encontrado em condições brutais: decapitado, carbonizado, com órgãos genitais removidos e duas tatuagens retiradas. O cadáver foi abandonado no Parque São Bartolomeu, a 10 km do local da abordagem.

A denúncia do MP-BA aponta que os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”. O texto afirma ainda que os denunciados agiram para impossibilitar a defesa da vítima, que foi “surpreendida, sem justificativa legal, presa e mantida sob a guarda deles, quando então foi morta”.

Divergências e provas técnicas

A investigação, conduzida pelo delegado Jorge Figueiredo, desmentiu a versão inicial dos policiais (que alegaram ter liberado o jovem após uma suspeita de assalto não confirmada). Os pontos cruciais foram:

  • GPS manipulado: a perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) descobriu que a fiação do GPS da viatura do subtenente Cláudio foi cortada.
  • Rádio de comunicação: o trajeto real foi rastreado pelo GPS do rádio, que não foi danificado, provando que as viaturas estiveram no local onde o corpo foi deixado.
  • Contradições: os PMs negaram contato entre as guarnições, mas mudaram o depoimento um mês depois. Além disso, o relatório assinado pelo subtenente descrevia rotas totalmente divergentes das registradas eletronicamente.

Outros quatro policiais foram denunciados inicialmente, mas não serão processados por falta de indícios de autoria.

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