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Eunápolis

Justiça manda soltar ex-diretora suspeita de permitir fuga de detentos

Crime aconteceu em dezembro de 2024; dos 16 foragidos, um foi recapturado, dois morreram em confrontos com policiais e 13 seguem procurados

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Redação iBahia

17/03/2026 às 10:45 - há XX semanas
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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a soltura da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres. O alvará foi entregue na unidade na segunda-feira (16), e a previsão é de que ela deixe o local acompanhada da filha nesta terça (17), segundo informações do g1.


					Justiça manda soltar ex-diretora suspeita de permitir fuga de detentos
Foto: Arquivo Pessoal

Joneuma Silva Neres é acusada de envolvimento na fuga de 16 detentos do presídio do município. O crime ocorreu em dezembro de 2024, quando um grupo de homens armados invadiu a unidade. Dois deles morreram em confronto com policiais, e um foi recapturado. A polícia segue à procura dos outros 13 homens.

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No dia 4 de março, a Polícia Civil (PC) cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em mais um desdobramento da operação sobre a fuga. Na oportunidade, a ex-diretora da unidade foi um dos alvos.

Durante as buscas de terça-feira, um suspeito conseguiu fugir após atirar contra os policiais. No imóvel onde ele estava foram apreendidos drogas, dinheiro e anotações que farão parte da investigação.

Fuga do presídio


					Justiça manda soltar ex-diretora suspeita de permitir fuga de detentos
Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. Foto: Taisa Moura/TVSC

O único foragido recapturado pela polícia foi Valtinei dos Santos Lima, conhecido como Dinei. Ele foi localizado no dia 6 de setembro de 2025.

Outros dois fugitivos morreram. Um deles foi Anailton Souza Santos, o Nino, morto após uma troca de tiros com a Polícia Civil em uma operação para recapturá-lo em Eunápolis, em 16 de janeiro de 2025.

O segundo foi Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como Binho Zoião, um dos 117 homens mortos na megaoperação do Rio de Janeiro, em outubro de 2025. Os outros 13 seguem foragidos.

Segundo o coronel Luís Alberto Paraíso, comandante da Polícia Regional na cidade, a fuga só foi possível devido a duas ações simultâneas. Enquanto os detentos perfuravam o teto de uma cela, um grupo de oito homens armados invadiu o presídio, atirando nos agentes de plantão.

"O grupo criminoso veio de fora do presídio, cortou a grade e começou a atirar nas guaritas. Essa troca de tiro sustentou a fuga dos elementos que desceram por cordas e fugiram pelo matagal".

Durante a ação, os homens mataram um cão de guarda do presídio e abandonaram um fuzil calibre 5.56 - fabricado nos Estados Unidos e sem numeração aparente - no local. Dois carregadores com 57 cartuchos intactos também foram encontrados.


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Lista de detentos que fugiram de penitenciária da Bahia. Foto: Divulgação/Seap

Veja abaixo os nomes dos internos que fugiram do presídio:

  • Anailton Souza Santos, o Nino, morto em confronto com a polícia em janeiro de 2025 em Eunápolis;
  • Valtinei dos Santos Lima, conhecido como Dinei, recapturado em setembro de 2025, em Porto Seguro;
  • Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como Binho Zoião (da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis), morto na megaoperação do Rio de Janeiro, em outubro de 2025;
  • Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá (chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis);
  • Sirlon Risério Dias Silva, conhecido como Saguin (sub líder da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis);
  • Altieri Amaral de Araújo, conhecido como Leleu (sub líder da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis);
  • Mateus de Amaral Oliveira;
  • Geifson de Jesus Souza;
  • Anderson de Oliveira Lima;
  • Fernandes Pereira Queiroz;
  • Giliard da Silva Moura;
  • Romildo Pereira dos Santos;
  • Thiago Almeida Ribeiro;
  • Idário Silva Dias;
  • Isaac Silva Ferreira;
  • William Ferreira Miranda.

O objetivo da ação era libertar Edinaldo Pereira Souza, o "Dada", apontado como chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), e mais 15 detentos.

Todos eram membros da mesma organização, ligada a uma facção do Rio de Janeiro, e cumpriam penas por tráfico de drogas, associação ao tráfico e homicídios qualificados.

No dia 13 de dezembro de 2024, um homem foi preso suspeito de envolvimento nas fugas dos internos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito, que não teve a identidade revelada, confessou, durante o interrogatório, que receberia R$ 5 mil por participar da ação.

Ainda segundo a polícia, o homem afirmou ter recebido um fuzil para usar na operação. O plano previa que o armamento fosse recolhido após a fuga em troca do pagamento combinado. O suspeito preso não revelou os nomes dos demais integrantes do grupo.

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