Uma mulher trans denunciou ter sido vítima de agressões e ofensas transfóbicas dentro de um condomínio no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador (BA), na madrugada de sábado (2). O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin). A Polícia Civil (PC) informou ao g1 que a ocorrência foi registrada como discriminação por orientação sexual.

Em entrevista ao portal, Luna Santos relatou que estava bebendo com outras pessoas quando decidiu falar sobre o desejo de realizar a transição de gênero. Ela afirmou ainda que já se reconhece como mulher trans, mas que não havia tornado isso público até o episódio. "Eu estava conversando com um pessoal e estávamos bebendo. Eu bebi além da conta e falei coisas demais. Expressei minha transição de gênero", contou.
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De acordo com o relato, após a revelação, dois homens passaram a agir de forma hostil, fazendo comentários preconceituosos. Durante a confusão, o celular da vítima foi derrubado e acabou quebrando.
Ainda segundo Luna, um terceiro homem interveio em defesa dos suspeitos e também a agrediu fisicamente. Ela teve os óculos quebrados e sofreu um corte no rosto. "Ele me agrediu, quebrou meu óculos e acabou cortando meu rosto", disse.
Abalada, ela afirmou estar com medo de sair de casa após o ocorrido. "Eu não deveria ter falado para eles, estava bêbada. Eu nunca havia expressado publicamente. Somente minha mãe sabia", lamentou.
De acordo com a PC, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) segue com oitivas e diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
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