A Polícia Civil (PC) de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, investiga o assassinato de Manuela Silva, encontrada morta dentro de uma geladeira no último domingo (29). A jovem estava desaparecida há quatro dias quando seu corpo foi descoberto.

O suspeito do feminicídio, Lucas Santos Lima, confessou o crime e foi preso em Ilhéus, no sul do estado, um dia após a localização do corpo. A perícia técnica trabalha para concluir o laudo da necropsia, que deve esclarecer as circunstâncias da morte. O caso permanece sob sigilo de investigação.
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Tudo o que se sabe do caso:
1. Quem era a vítima
Manuela Vieira era mãe de duas crianças de 4 e 2 anos - essa informação foi divulgada ao g1 por uma tia da jovem, que morou com ela em Vitória da Conquista e preferiu não se identificar
Em entrevista à TV Sudoeste afiliada da TV Bahia na região a mulher revelou que a sobrinha havia perdido a guarda das crianças que estavam em uma casa de acolhimento e estava triste por ficar longe delas.
Quatro dias antes de ser encontrada morta, a jovem tinha sido dada como desaparecida pela família pois a última vez que foi vista com vida na cidade foi na quarta-feira (25).

2. Como o corpo foi encontrado
Segundo o g1, a localização do corpo ocorreu após a companheira do suspeito acionar a polícia alegando que pretendia se mudar para o imóvel onde estava a geladeira e ter ido ao local em busca de Lucas que estava há um dia sem dar notícias.
Ao chegar no endereço, a Polícia Militar (PM-BA) constatou o fato sendo que a vítima havia sido colocada em posição fetal no congelador do eletrodoméstico.
Após ser recolhido o corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade, onde foi realizada a necropsia.
3. Quem é o suspeito do crime e o que ele disse
Lucas Santos Lima tem 29 anos e confessou para a polícia em depoimento que matou Manuela, sendo que ele disse que cometeu o crime após uma discussão ocorrida enquanto os dois usavam drogas.
O suspeito também relatou que teve uma breve relação com a jovem no passado, mas que já tinha sido encerrada ressaltando ainda para a polícia que cometeu o crime sozinho e que tentava fugir do estado.
Ainda conforme apurou o g1, até o momento ele é considerado o único suspeito do crime, pois a PC atribui a autoria exclusivamente a ele, mas as investigações continuam. Se restarem evidências de participação de qualquer outra pessoa, ela será responsabilizada também, segundo informou ao portal o delegado Roberto Júnior, titular da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) Sudoeste/Sul.
4. O que diz a família da vítima
O relacionamento entre os dois foi confirmado pela tia da jovem, que classificou Lucas como um homem violento, afirmando que "ele nunca aceitou o término, então ficava rodeando Manu para que ela voltasse com ele" e que soube que "ele era uma pessoa bem agressiva, que inclusive batia em pessoas em situação de rua", pontuou a mulher, que pediu para manter a identidade preservada.
A mulher também levantou suspeitas da participação da companheira de Lucas no crime, dizendo que "uma coisa que chamou atenção é que a namorada de Lucas encontrou o corpo de Manu" e, depois, ele fugiu para Ilhéus, "que é onde o avô dessa moça tem pousada", achando tudo muito estranho.
"O que não entra na minha cabeça é que ele ficou sem dar notícia um dia e ela (a namorada) foi na casa que nem estavam morando ainda, que nem tinha pertences dela, nem dele", completou a tia da vítima, sendo que, no entanto, a companheira do suspeito não é tratada como suspeita de envolvimento no assassinato.
5. O que falta esclarecer
A tia de Manuela contou que a jovem suspeitava estar grávida pela terceira vez, sendo que a confirmação ou não da gestação só será identificada na necropsia, que também deve apontar a causa da morte, com o resultado saindo nos próximos dias.
Outro ponto investigado que deve aparecer no laudo cadavérico é a data da morte da vítima, pois a polícia suspeita que o crime tenha acontecido no mesmo dia do desaparecimento.
"A necropsia é muito bem feita e esclarece toda e qualquer lesão que o corpo da vítima tenha, como uma eventual gravidez. Então, é muito importante a questão do laudo, que certamente será compatível com a versão dada pelo autor", pontuou o delegado Roberto Júnior.
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