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Ofensas e exigência

O que se sabe do caso da turista gaúcha presa por injúria racial na BA

Mulher vai passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (23); caso ocorreu durante um evento no Pelourinho

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Redação iBahia

23/01/2026 às 9:43 - há XX semanas
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Acusada de cometer injúria racial contra uma comerciante em Salvador (BA), a turista gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar, 50 anos, será submetida a uma audiência de custódia nesta sexta-feira (23). Ela foi presa em flagrante na quarta-feira (21), durante um evento gratuito realizado no Pelourinho, no Centro Histórico da capital baiana.


					O que se sabe do caso da turista gaúcha presa por injúria racial na BA
Fotos: Reprodução / Redes sociais

Ela é acusada de cuspir na vítima e proferir ofensas enquanto repetia ser "branca". Após a prisão, ela foi conduzida à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde permanece custodiada e à disposição da Justiça.

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A Polícia Civil (PC) informou ao g1 que a suspeita manteve comportamento discriminatório dentro da unidade policial, ao exigir ser atendida exclusivamente por um delegado de pele branca. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da acusada.

Confira o que se sabe e o que falta esclarecer do caso:

1. Qual é acusação contra Gisele?


					O que se sabe do caso da turista gaúcha presa por injúria racial na BA
Fotos: Reprodução / Redes sociais

A mulher é suspeita de injúria racial contra uma comerciante que trabalhava na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho, em Salvador.

Em entrevista à TV Bahia, a vítima, identificada apenas como Hanna, relatou que Gisele a chamou de "lixo" e afirmou, enquanto a encarava: "eu sou branca".

"Eu fiz uma venda e retirei o balde de um cliente. No momento em que passei, ela falou: 'Vai mais um lixo'. Eu questionei e ela reafirmou que eu era um lixo e deu uma 'escarrada' em mim. Ela correu e eu a perdi de vista. Depois, teve problemas com outras pessoas, e o segurança tentou retirá-la do evento", detalhou a comerciante.

A Polícia Civil informou ainda que, ao chegar à delegacia, a suspeita manteve o comportamento discriminatório, ao solicitar que fosse atendida exclusivamente por um delegado de pele branca.

2. Quem é a suspeita?


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Fotos: Reprodução / Redes sociais

Conforme apuração da TV Bahia, a suspeita foi identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos. Natural do Rio Grande do Sul, ela estava em Salvador a turismo. Até o momento, não há informações sobre há quanto tempo ela se encontrava na capital baiana.

3. Qual a relação entre ela e a vítima?

O contato entre Gisele e Hanna aconteceu durante a festa. A vítima, que preferiu não mostrar o rosto, afirmou ter sido alvo de ofensas racistas ao passar pelo local onde a turista estava. Segundo as informações apuradas, não há registro de qualquer interação prévia entre as duas.

4. A mulher permanecerá presa?

Gisele passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (23), quando um juiz irá analisar a legalidade da prisão e decidir se ela permanecerá detida temporariamente.

A turista foi abordada ainda durante o evento, mas, segundo Hanna, caso dependesse da equipe de segurança, ela sequer teria sido encaminhada à delegacia. A vítima também criticou a atuação policial, ao relatar que o agente responsável pela ocorrência sugeriu que ambas fossem levadas na mesma viatura.

"(...) Mas eu disse que eu não iria porque, se fosse o contrário, eu estaria no porta-malas e ainda sairia algemada. Eles tiveram toda a paciência do mundo e ela saiu no tempo dela. Ela ficou se coçando e dizendo que aquele lugar não era para ela", afirmou.

A prisão foi efetuada pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde o caso foi registrado e onde a turista permanece custodiada.

5. Quais as penalidades previstas em caso de injúria racial?

Como o crime foi equiparado ao de racismo, que é inafiançável e imprescritível, a pena prevista passou a variar de dois a cinco anos de prisão.

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