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Brasil, EUA e Paraguai

Operação da PF investiga grupo suspeito de traficar 43 mil armas

Ação acontece no Brasil, Paraguai e Estados Unidos; principal suspeito é considerado maior contrabandista de armas da América do Sul

Nathália Amorim • 05/12/2023 às 7:28 • Atualizada em 05/12/2023 às 11:50 - há XX semanas

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (5), uma operação contra um grupo suspeito de traficar 43 mil armas para o Paraguai. Parte do armamento teria sido entregue para os chefes das maiores organizações criminosas do Brasil, Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.


				
					Operação da PF investiga grupo suspeito de traficar 43 mil armas
Foto: Investigação internacional

A Justiça da Bahia conduz a operação, em curso na 2º Vara Federal de Salvador/BA. Foram expedidos 25 mandados de prisões preventivas, seis ordens de prisão temporária e 54 mandados de busca e apreensão em três países: Brasil, Paraguai e Estados Unidos.

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Até as 7h40 desta terça (5), seis envolvidos foram presas no Brasil e 13 no Paraguai. A informação foi confirmada pela Polícia Federal.

No Brasil, os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Sorocaba/SP, Praia Grande/SP, São Bernardo do Campo/SP, Ponta Grossa/PR, Foz do Iguaçu/PR, Brasília/DF e Belo Horizonte/MG.

O principal alvo da operação, Diego Hernan Dirísio, está no Paraguai e ainda não foi encontrado. Ele é considerado o maior contrabandista de armas da América do Sul.

A Justiça baiana determinou que os alvos de prisão que estiverem no exterior sejam incluídos na lista vermelha da Interpol e que, se forem presos, sejam extraditados para o Brasil.

De acordo com a PF, durante três anos foram movimentados cerca de R$ 1,2 bilhão de reais com a importação das armas.


				
					Operação da PF investiga grupo suspeito de traficar 43 mil armas
Foto: Investigação internacional

Investigações e venda para facções brasileiras

Segundo a PF, a investigação começou em 2020, quando pistolas e munições foram apreendidas no interior da Bahia. As armas estavam com o número de série raspado. No entanto, a Polícia Federal conseguiu obter as informações após perícia e avançar no caso.

Neste período foram realizadas 67 apreensões que totalizam 659 armas apreendidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará.


				
					Operação da PF investiga grupo suspeito de traficar 43 mil armas
Foto: Investigação internacional

A cooperação internacional que desencadeou na ação desta terça, indicou três anos depois que um homem argentino, dono de uma empresa chamada IAS, comprava pistolas, fuzis, rifles, metralhadoras e munições de fabricantes de países como Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia. A sede da empresa fica no Paraguai.

Após adquirir as armas, o suspeito vendia o armamento para as facções brasileiras, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro. O esquema envolvia também doleiros e empresas de fachada no Paraguai e nos EUA.

Ainda segundo as investigações, há indicativo de corrupção e tráfico de influência na Direccion de Material Belico (DIMABEL), órgão paraguaio responsável por controlar, fiscalizar e liberar o uso de armas, facilitando o funcionamento do esquema.

Suspeitos

Segundo informações do Blog da jornalista Andréia Sadi, cinco funcionários da DIMABEL, órgão do Paraguai responsável pelo controle, fiscalização e liberação do uso das armas são investigados pela operação.

Eles seriam General Jorge Antonio Orue Roa, ex-diretor da DIMABEL, Coronel Bienvenido Fretes, o departamento de Registro Nacional de Armas (RENAL) da empresa e Tenente Cinthia Maria Turro Braga, da Assessoria Jurídica do Registro Nacional de Armas (RENAR) da DIMABEL.

Além deles estão a Capitã Josefina Cuevas Galeano, que seria chefe de importações e Cesar Adolfo Benitez Pappalardo que passaria as informações para Dirísio acerca de apreensão de armas no Brasil.

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