O policial civil Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, morto na última quarta-feira (15) durante uma operação no bairro de Tancredo Neves, em Salvador (BA), atuava na região há menos de um ano. Lotado na delegacia do bairro desde julho do ano passado, o agente tinha uma trajetória de 19 anos na corporação, tendo passado por mais de dez unidades diferentes.

Antes de chegar ao bairro, Adailton acumulou experiência em divisões estratégicas, como a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) da Região Metropolitana, além de passagens por unidades territoriais em Periperi e Itapuã.
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O crime aconteceu quando o investigador foi surpreendido por criminosos ao entrar em uma rua sem saída. Ele foi atingido e socorrido ao Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no Cabula, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com o delegado Moisés Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, a equipe apurava informações sobre o tráfico de drogas na área.
"Ele estava em diligência em ação policial. Havia uma informação de um grupo criminoso que vendia drogas e ele se dirigiu ao local com equipe. E durante a incursão em alguns becos, houve a reação dos indivíduos e ele foi atingido na cabeça. Houve troca de trios, nosso policias revidaram. O local esta cercado, com apoio da PM e várias delegacias e de operações especiais, para localizar os indivíduos", detalhou Damasceno ao g1.

Até o momento, nenhum suspeito foi preso. Em virtude da insegurança e das operações policiais, o policiamento segue reforçado e a circulação de ônibus em Tancredo Neves permanece suspensa. Segundo a Secretaria de Mobilidade (Semob), os coletivos estão desviando o trajeto e seguindo apenas até a localidade do Arvoredo.
Em posicionamento oficial, a Polícia Civil (PC) lamentou a perda do servidor, destacando seu histórico de dedicação. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) também se solidarizou com a família e garantiu que o crime será respondido com rigor. Informações que ajudem na localização dos autores podem ser fornecidas anonimamente através do Disque Denúncia, pelo telefone 181.

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