AFROPUNK Bahia 2022 começa com noite de ancestralidade, potência e emoção em Salvador


Foto: Alan Oliveira/iBahia

O AFROPUNK Bahia começou a edição 2022 com o pé direito neste sábado (26), primeiro dia de festival. Em uma noite cheia de homenagens, o evento presenteou o público com muita ancestralidade, potência e emoção. Foram mais de 10 artistas e 10h de shows, com direito a coro em quase todas as músicas, fãs enfrentando a chuva para curtir as atrações e beleza para dar e vender nas produções de quem saiu de casa para acompanhar tudo de pertinho, no Parque de Exposições, em Salvador.

O festival começou por volta das 18h de sábado e seguiu lotado até perto do amanhecer de domingo (27). Ao longo do evento, vários ritmos movimentaram os palcos Agô e Giro, como MPB, rap, pagode e funk. Uma das primeiras atrações foi o Baile Favellê, que saiu direto do bairro do Nordeste de Amaralina para o AFROPUNK. Filho do famoso projeto Quabales, o movimento usou a arte para falar sobre racismo e desigualdade no país, diante do público.

Foto: Alan Oliveira/ iBahia

Em seguida, foi a vez de Margareth Menezes comandar o show, com uma apresentação inédita, com um repertório pensado para a noite. Entre as músicas tocadas, algumas que marcaram a carreira da artista e não poderiam ficar de fora, como “Faraó”, além de outras apostas, como “Banho de Folhas”, de Luedji Luna. O público vibrou e entrou no movimento durante toda a apresentação.

Liniker chegou no palco com um figurino cheio de brilho e muita energia. A cantora fez o público tirar o pé do chão e se emocionar com canções sobre amor. Nem a lama que a chuva deixou impediu a galera de se entregar ao momento. Além de sucessos, como “Zero”, que a consagrou em 2015, canções mais recentes, como “Psiu” e “Baby95”, também estavam no repertório. Liniker ainda aproveitou o espaço para agradecer aos fãs pelo carinho e parceria ao longo dos anos.

Foto: Alan Oliveira/iBahia

O cantor Masego desembarcou no Brasil especialmente para o AFROPUNK Bahia, mas mostrou no palco que conhece a cultura do país, e que se esforça para aprender nosso idioma. Ele arriscou algumas palavras em português e brincou com o público. Disse que estava aprendendo a se comunicar e citou Gilberto Gil e Gal Costa como referências musicais. Na hora do show, o público também soltou a voz e acompanhou no coro.

Emicida começou o show com uma homenagem a Gal e Erasmo Carlos, que morreram recentemente. Em seguida, continuou encantando os fãs com sucessos como “Hoje Cedo” e “Levanta e Anda”. Fez amigos se abraçarem com muita emoção com “Quem Tem Um Amigo”. Tocou “Carinhoso” usando uma flauta. E ainda surpreendeu com um convidado especial: o cantor Márcio Victor, da banda Psirico. Juntos, os dois cantaram “Firme e Forte”, sucesso do grupo baiano.

Foto: Alan Oliveira/iBahia

Após a participação, Márcio Victor deixou o palco para se preparar e voltou poucos minutos depois. Dessa vez, para comandar o próprio show. Com um outro figurino, todo vestido de branco, o artista fez uma grande saudação ao Axé. Da reverência à religiosidade negra, o cantor seguiu para os sucessos mais antigos da carreira do grupo, como “Contregum”, “Ai Delícia” e “Quer Tome”.

A noite teve ainda DJ Tamy, Performance Radiante, Nic Dias, Yan Cloud e Paulilo Paredão, que se apresentou antes de Psirico e voltou depois para comandar o after da galera, ao som de muito funk e pagodão. A festa segue neste domingo e promete mais emoções, com mais de 15 artistas.

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