Leia também: Conheça a história de pessoas que se deslocam a pé por SalvadorSaiba como utilizar as bicicletas do 'Salvador Vai de Bike'
![]() |
|---|
“De moto foi uma experiência completamente nova. Precisei pensar no que faria caso chovesse, porque choveu pouco antes de sair de casa. Também tive que abrir mão de usar algum vestido ou saia. Saí de casa 15 minutos mais tarde do que faria se fosse de ônibus. Ao chegar ao destino em 20 minutos me dei conta de que poderia ter saído até uns 25 minutos mais tarde de casa”, contou Mariana, que costuma fazer o mesmo caminho de ônibus em 40 minutos. Acesse agora: Câmeras ao vivo mostram como estão as principais vias de Salvador em tempo real
“O trajeto foi bem tranquilo e não peguei engarrafamento, apenas o trânsito intenso já próximo à Fonte Nova, mas para moto isso não é problema. Andar pelos corredores me livrou de perder alguns minutos no trânsito. Ao mesmo tempo em que isso é ótimo, também tem uma insegurança, há sempre um receio de que os carros não vejam a moto, porque passamos muito próximo deles e fiquei mais tensa/atenta durante o percurso”, acrescentou. Mesmo perdendo menos tempo no trânsito, ela não trocaria de meio de transporte “por causa da insegurança, dos índices alarmantes dos acidentes de motos e das histórias ruins que já escutei”.
![]() |
|---|
No retorno para casa, no Loteamento Aquarius, Wagner precisou da ajuda de amigos para saber qual o ônibus que deveria pegar, já que não havia indicação de roteiro no ponto. “Quando saí da faculdade, esperei 30 minutos no ponto. O ônibus que peguei também estava vazio e cheguei em casa mais tarde do que costumo chegar. Tive que andar para voltar para casa, após descer do ônibus, e o caminho estava um pouco deserto. A insegurança é um fato”, acrescentou Wagner.
A troca para ele seria inviável por uma questão de planejamento, “porque o carro me permite organizar melhor o tempo para questões pessoais e profissionais, mesmo tendo que enfrentar o trânsito bastante complicado de Salvador”. “Acho que os ônibus deveriam cumprir mais os horários. Faltam informações nos pontos de ônibus e falta segurança”, pontuou.
![]() |
|---|
De carro, conta Adervan, o deslocamento foi feito em menos de 40 minutos. No retorno do trabalho, às 17h, o conforto e o tempo de deslocamento tem peso positivo ainda maior. Sentado, e no conforto do veículo de pequeno porte, ele ganha 45 minutos na volta para casa, ao invés de fazer quase todo o caminho em pé em um ônibus lotado. “Engarrafamento eu pego dos dois jeitos. A interdição da ladeira do Cacau, há cerca de três anos, deixa a ladeira de São Caetano completamente travada no retorno. Na Calçada, tem mais engarrafamento. Ainda assim, chego muito mais cedo de carro”, conta Adervan.
Pegar o engarrafamento no conforto do carro é bom, mas custa caro. “Vou deixar para utilizar o carro apenas nos finais de semana e às sextas, quando o trânsito é mais intenso e a vontade de chegar em casa é maior. Nos outros dias, não compensa ir e voltar de carro para o trabalho. O consumo de combustível nos engarrafamentos e o desgaste do carro, provocado pelas péssimas condições das ruas de Salvador, pesam muito. Não vale à pena gastar esse dinheiro”, concluiu Adervan, que está esperançoso por melhorias no sistema de transporte coletivo.
![]() |
|---|
De acordo com levantamento feito por Bruno, o gasto com carro é de R$ 700 por mês, incluindo impostos, combustível, estacionamento e manutenção. De bicicleta, ele gasta R$ 50 a cada três meses (apenas com manutenção), e ainda economiza no tempo, pois o deslocamento de carro dura 10 minutos a mais que o feito sobre duas rodas.
Há três meses andando de bicicleta por Salvador, Bruno já se denomina um cicloativista e incentiva o respeito ao ciclista no trânsito e a implementação de ciclovia ou ciclo faixa como mudanças necessárias e de segurança na cidade. "Acredito que a ausência de estrutura atrapalha o crescimento do número de ciclistas, além da falta de educação de motoristas que não respeitam quem utiliza a bicicleta como meio de transporte", afirma. Neste domingo (22), foi inaugurada em Salvador uma ciclofaixa ligando o Campo Grande ao Centro Histórico de Salvador. A via para bikes vai funcionar sempre aos domingos e feriados, das 7h às 16h, com sinalização especial. A iniciativa é uma parceria da prefeitura com a empresa Serttel e o banco Itaú e faz parte do Movimento Salvador Vai de Bike.
O projeto deve ampliar as alternativas de lazer e locomoção em Salvador, mas ainda falta muito para que a cidade ofereça soluções para um trânsito mais saudável para todos, independente do meio de transporte. Enquanto isso, o iBahia dá a dica: troque de rotina por um dia e tente encontrar soluções para ter mais qualidade de vida em Salvador. *Colaboraram Rafaele Rego, Camila Queiroz, Rafaela Zugaib e Diego Mascarenhas **Agradecimento a Luciano Matos pela participação na troca de rotina de Mariana Maracajá
Veja também:
Leia também:
Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!
Acesse a comunidade





