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SALVADOR

Na hora de pagar as dívidas, o soteropolitano deixa o cartão para depois

Pesquisa feita pelo Instituto Futura revela as decisões dos soteropolitanos quando o tema é endividamento. É com o cartão, por exemplo, que os entrevistados mais gastam

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16/10/2011 às 19:12 • Atualizada em 10/09/2022 às 20:29 - há XX semanas
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Aqui se faz aqui se paga. Esse velho ditado popular se encaixa perfeitamente aos consumidores compulsivos, que compram sem pensar, usam e abusam do cartão de crédito e dos parcelamentos e se esquecem que uma hora as contas chegam. A verdade é que o cartão representa uma grande tentação. É dinheiro fácil na mão, rápido, sem complicação. Não é por acaso que o dinheiro de plástico passou a ser o maior motivo de endividamento do brasileiro. Uma pesquisa do Instituto Futura em parceria com o CORREIO sobre endividamento revela que o soteropolitano está mais preso do que nunca às armadilhas do cartão de crédito: 23,3% dos entrevistados admitiram que gastam mais com a fatura do cartão do que com despesas básicas como aluguel (21,6%), energia elétrica (13,8) e água (6,8%). Analisando por bairros, os moradores de Itapuã (31,7%) e do Subúrbio Ferroviário (31,6%) são os campeões nos gastos com o cartão. E para derrubar o mito de que mulher é mais compulsiva que o homem para as compras, a pesquisa mostra que os índices estão praticamente empatados: 23,4% dos homens disseram gastar mais com cartão do que com outras despesas, contra 23,2% das mulheres. Do mesmo jeito que o cartão de crédito é tentador, ele não perdoa quem atrasa o pagamento ou não quita toda a fatura e fica rolando a dívida. É preciso andar na linha. Este mês, um balanço feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade mostrou que de seis linhas de crédito para pessoa física - entre elas cheque especial e empréstimo pessoal - cinco tiveram redução da taxa de juros em setembro. Só o juro do cartão se manteve estável: 10,69% de taxa média. RotativoMesmo com juros tão altos, há quem prefira deixar de pagar o cartão de crédito para quitar outras contas. A pesquisa do Futura chegou a uma perigosa conclusão: 37,8% dos entrevistados estão deixando de pagar a dívida com o cartão, contra 27,9% que priorizam este débito. E olhe Itapuã aí de novo no ranking da pesquisa: todos os moradores entrevistados no bairro disseram que estão deixando para depois o acerto de contas com o cartão. Os moradores de Valéria estão na mesma situação. Em seguida vêm os moradores do Rio Vermelho (57,1%), Brotas e Estrada das Barreiras (55,6%) e Pirajá (46,2%). Os entrevistados em Itapagipe e Pituba parecem ser os mais conscientes da capital, de acordo com o levantamento: ninguém nessas regiões disse que está deixando de pagar o cartão. aluguel Quando a avaliação é por sexo e faixa etária, os homens e os jovens de 20 a 29 anos lideram na decisão de não pagar a fatura do cartão, com índices de 43,5% e 46,5%, respectivamente. Se for observada a classe social, é a C quem está mais deixando de pagar o cartão de crédito, seguida pelas classes D e E. Já as classes A e B estão preferindo deixar de quitar as despesas com aluguel e condomínio. A pesquisa do Instituto Futura ouviu 601 moradores de Salvador, de diversos bairros, entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. A maioria vai entrar no ano de 2012 endividadaA pesquisa do Futura revelou um dado interessante: 45,9% dos soteropolitanos disseram que o salário não sobra depois que eles pagam todos os compromissos. Em compensação, 34,9% contaram que sobra dinheiro após a quitação das contas e 15,3% falaram que “às vezes” sobra. Dos 34,9% que conseguem fazer o salário render, 33,4% aplicam o dinheiro na poupança, 23,2% ajudam em casa e 15,2% gastam com lazer/diversão. O levantamento também mostrou que a maioria dos soteropolitanos vai entrar o ano de 2012 endividada. Uma grande parcela, 40,3%, disse que as dívidas só acabarão num prazo de até seis meses; 13,1% só vão conseguir se livrar dos débitos entre seis meses e um ano e 6,3% vão levar até dois anos para ficar sem pendências. E um dado preocupante: 34,8% não sabem em quanto tempo vão conseguir quitar a maioria dos crediários/dívidas. A situação é mais crítica para os moradores da Pituba: 45% dos entrevistados não têm ideia de quando conseguirão acabar com os débitos. Em Valéria, o índice não é muito menor, pois 43,8% também não souberam informar em quanto tempo vão dar um basta nas dívidas.

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