Embora o senso comum alimente a ideia de que Salvador (BA) detém o título de cidade mais negra fora da África, dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) desconstroem esse mito.

Na realidade, a capital baiana - que celebra seus 477 anos neste domingo (29) - ocupa o terceiro lugar no Brasil em população preta ou parda em números absolutos. As informações foram apuradas pelo g1.
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Com 2,011 milhões de habitantes nessa categoria, ela fica atrás de São Paulo, que lidera com 4,980 milhões, e do Rio de Janeiro, com 3,372 milhões.
Mesmo representando 83,2% da população local, Salvador perde fôlego quando a análise é proporcional. Nesse recorte, o município ocupa apenas a 484ª posição no ranking nacional.
O topo dessa lista pertence a Serrano do Maranhão (MA), onde 97,2% dos moradores são pretos ou pardos. Seguem as cidades baianas de Terra Nova (96,2%) e Teodoro Sampaio (95,2%).
Ao focar exclusivamente na população preta (34,1% do total), Salvador mantém a terceira colocação absoluta no país, superada novamente pelas metrópoles paulista e fluminense.
No ranking proporcional apenas de pessoas pretas, a liderança é de Serrano do Maranhão (58,5%), seguida pelas baianas Antônio Cardoso (55,1%) e Ouriçangas (52,8%).
Contudo, o IBGE destaca um dado relevante: entre todas as capitais brasileiras, "Salvador possui a maior proporção de pessoas pretas na sua população" com um índice de 34,1%.
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