Salvador

Segunda noite do festival da Concha reúne gerações

Segunda noite do festival reuniu público mais jovem e contou com duelo de DJ´s

Redação iBahia
14/05/2016 às 23h31

4 min de leitura
A ameaça de chuva deste sábado (14) de outono não assustou o público que queria ver Ney Matogrosso, Carlinhos Brown, Lazzo Matumbi e Baiana System no segundo dia de apresentações do Festival “Eu Sou a Concha”, que marca a reinauguração da Concha Acústica.

Por volta da 18h30, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) abriu os trabalhos da noite, ao saudar o público que ainda se arrumava em busca dos melhores lugares na arquibancada. O produtor cultural Gabriel Pires explica a escolha de ir ao segundo dia do evento. “A Concha para mim é um lugar especial. Eu tenho uma relação afetiva com esse lugar. Eu vim hoje porque todo ano, uma vez por ano, eu vou a um show de Brown e também curto a Baiana System. E hoje também é uma oportunidade de ver e conhecer um pouco o trabalho de Ney Matogrosso”, revela. 

Gabriel e namorada visitam concha após inauguração 

Quem passeava pela Concha pouco  antes das 19h já notava pequenos grupo, em sua maioria de jovens, animados, cantarolando canções da banda Baiana System, mas também algumas faixas de protesto contra o governo Temer. 

Acompanhada dos amigos e da namorada, o produtor  Diego Santoro usava a máscara símbolo da banda baiana conhecida por misturar bemba, rock, afoxé. A pedagoga Eliane Tourinho contou ter aprovado as mudanças feitas no espaço. ” Me disseram que tava bem parecido como era antes. Eu gostei muito. Gostei do estacionamento, não tive dificuldade para achar uma vaga, por exemplo”, pontua. 

Pouco depois das 19h, o cantor e compositor subiu ao palco. Ao som de “Muito obrigado Axé”, Brown deu seguimento a uma sequência de hits que marcaram sua carreira. Interagiu com o público, brincou, mas fez uma crítica a extinção do Ministério da Cultura, Minc, anunciada entre a mudanças do governo Temer esta semana. “Queremos nossa cultura de volta. Precisamos respeitar a cultura do nosso país. Eu guardo a cultura desse país no meu coração”, gritou emocionado e foi aplaudido pelo público que gritou palavras de ordem contra o novo governo.  

Quase no final da apresentação, Brown convidou Lazzo Matubmi para subir ao palco. De cadeira de rodas, por conta de uma lesão, o cantor foi aplaudido pelo público ao cantar um dos seus maiores sucessos, “Alegria da Cidade”.

Foto: Naiá Braga

  Lazzo aproveitou o espaço e também questionou a extinção do Ministério da Cultura. “Quando a gente sai do Brasil, ver lá fora que o europeu, o estrangeiro valoriza mais do que a gente. A gente precisa parar de querer ser europeu. Um país sem cultura é um país sem identidade”, queixou-se pouco antes de despedir do público. 

Foto: Reprodução/GOVBA

O intervalo entre os shows de Carlinhos Brown e Baiana System foi marcado por um “duelo de DJ´s”. Pouco depois das 21h, a Baiana System começou sua apresentação e não poupou também protestos contra a decisão do atual governo federal de extinguir o Ministério da Cultura e criar uma secretaria para representar a atual pasta.

Quase às 21h30 deste sábado, o ex- integrante do grupo “Secos e Molhados”, convidado pela Baiana, cantou “O Tempo  Não Para”, de Cazuza. De pé, o público emocionado saudou o cantor de 75 an

Mateus Pereira e Carol garcia/GOVBA

Serviço:Domingo, 15/05
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Horário: 19h
Local: Concha Acústica do Teatro Castro AlvesSegunda, 15/05Show de Novos Baianos – “Acabou Chorare” e homenagem a João Gilberto
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