A
confissão do cabeleireiro Rafael Pinheiro de Jesus de que enterrou o corpo do afilhado, Marcos Vinícius, de 2 anos, na tarde de quarta-feira (19), provocou revolta da população do bairro de Itapuã. O garoto tinha sido dado como desaparecido na sexta-feira (14) e Rafael, antes da confissão, promoveu campanhas nas redes sociais e passeatas para ajudar nas buscas ao menino.
O corpo de Marcos Vinícius estava enterrado em um areal próximo à Alameda Afrânio Coutinho, atrás do Tchê Caranguejo, em Itapuã, em estado avançado de decomposição, de acordo com a Polícia Civil. O major Carlos Humberto, comandante da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Itapuã), já havia confirmado que Rafael foi à delegacia acompanhado de um advogado e teria confessado o crime. “Nossa primeira preocupação foi encontrar o corpo, ver se era mesmo do menino. Parece que ele se arrependeu, mas ele ainda vai ser ouvido, aí vamos saber a motivação, circunstâncias”, disse o major, antes de ser divulgada a versão de Rafael.
O cabeleireiro
criou uma página no Facebook para auxiliar nas buscas ao garoto. Ainda na tarde de quarta-feira (19), internautas deixaram mensagens de revolta, xingamentos e até ameaças de morte contra Rafael. À noite, um grupo de moradores se reuniu na porta da 12º Delegacia, onde Rafael se apresentou e estava preso. Cerca de 150 pessoas chamavam o padrinho do garoto de assassino e até quem passava pelo local de ônibus incitava a multidão contra o rapaz. “Mata ele!”, gritavam. O grupo foi disperso por policiais da 15ª CIPM (Itapuã) e do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto).

|
|---|
| Ameaçado de linchamento, Rafael ficou na delegacia em cela separada. Multidão se aglomerou na porta da unidade policial na tarde de ontem |
|
|---|
|
Na manhã desta quinta-feira (20), Rafael foi encaminhado com escolta policial à sede da Secretaria de Segurança Pública, na Piedade, onde deve ser apresentado pela Polícia Civil.