Suspeito de matar guitarrista da banda Afrocidade é preso na Bahia
Fal Silva foi espancado até a morte no dia 24 de maio de 2024

Um homem suspeito de envolvimento na morte do músico Flávio de Oliveira Silva, conhecido como Fal Silva, foi preso na noite desta quinta-feira (17) em Dias D'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. A ação foi realizada por policiais da 36ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).

Fal Silva, guitarrista da banda Afrocidade, foi espancado até a morte no dia 24 de maio de 2024, em Camaçari, também na região metropolitana. Com a prisão desta quinta-feira, sobe para três o número de suspeitos detidos pelo crime. Dois já haviam sido presos entre maio e junho.
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A abordagem que levou à nova prisão aconteceu após uma denúncia de tráfico de drogas no bairro Bosque II, em Dias D'Ávila. Durante a operação, os policiais encontraram 56 porções de entorpecentes e dinheiro em espécie. Um dos homens abordados possuía um mandado de prisão em aberto por envolvimento na morte do guitarrista. A dupla e o material apreendido foram levados para a 25ª Delegacia Territorial, onde permanecem à disposição da Justiça.
Polícia Civil investiga o que motivou a morte de Flávio de Oliveira Silva
A Polícia Civil acredita que o crime tenha sido motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas. Imagens de câmeras e depoimentos de testemunhas ajudaram a identificar o primeiro suspeito, preso no dia 4 de junho, em Camaçari.
Segundo a polícia, quatro pessoas participaram do crime, mas não há confirmação sobre a localização do último envolvido. Em maio, as autoridades informaram que o mandante do assassinato já havia sido identificado, mas não esclareceram se ele está entre os presos.
Flávio de Oliveira Silva, de 32 anos, era guitarrista e luthier. Ele integrava a banda Afrocidade desde sua criação, em 2011, e era conhecido como o "violeira da maldade". Sua morte gerou comoção entre amigos e fãs, e foi lamentada por artistas como Luedji Luna e Russo Passapusso. O corpo do músico foi enterrado no cemitério de Camaçari, dois dias após o crime.

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