Um dos restaurantes mais antigos de Salvador, Porto do Moreira é colocado à venda


Foto: Fábio Marconi / Divulgação Salvador da Bahia

É difícil ser soteropolitano e não ter ouvido falar do Porto do Moreira. O restaurante localizado no Dois de Julho é o terceiro mais antigo de Salvador, inaugurado no dia 7 de setembro de 1938, e agora fechará às portas. O local foi colocado à venda pelo proprietário Francisco Moreira, que comanda o restaurante desde que o irmão e sócio Antônio Moreira morreu, em janeiro de 2018.

Francisco confirmou a informação da venda do estabelecimento ao iBahia. De acordo com ele, foi preciso tomar essa decisão porque o movimento do lugar “caiu muito” e, por isso, passa por dificuldade financeira. “O movimento do centro está muito devagar, a gente aguentou durante a pandemia, mas agora não dá mais”, explicou. Durante esse período, o restaurante ficou dois mses fechado.

O empresário de 75 anos disse que o restaurante pertence a ele também às duas filhas de Antônio. O objetivo é vender o Porto do Moreira da forma que está – com as mesas, cadeiras, cozinha montada. No entanto, o restaurante com o nome atual e as receitas não serão repassados. “A gente registrou o nome no Sebrae, para ser sempre nosso e podermos vender também, porque tem muito valor”, disse.

Por enquanto, não tem previsão de quando o tradicional restaurante será fechado. Não há um comprador e nenhum negócio assinado ainda.

História

Desde 1938, o Porto do Moreira serve iguarias como moqueca de carne, rabada com pirão, mocotó, moqueca de arraia, língua ensopada, malassado. Durante os 85 anos de funcionamento, o restaurante foi frequentado por clientes como Jorge Amado, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, além de ter sido ponto de encontro de sambistas, como Ederaldo Gentil, Batatinha e Riachão.

Inicialmente, o Porto do Moreira funcionou no edifício Marquês de Abrantes, quase na frente da sede atual, no Largo do Mocambinho, no Dois de Julho. A mudança para o atual endereço aconteceu em 1966. O restaurante foi aberto pelo pai de Francisco e Antônio, que morreu em 1975.

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