Wagner: governo antecipa verba para metrô até Cajazeiras


O governo federal entrará com mais R$ 700 milhões para estender a Linha 1 do metrô até Cajazeiras. O governador Jaques Wagner (PT)  antecipou ontem o anúncio do investimento, ao declarar o Grupo CCR como vencedor da licitação para a parceria público-privada (PPP), que irá construir as linhas 1 (de 12,6 km, entre Lapa e Estação Pirajá) e 2 (de 24,2 km, do Bonocô a Lauro de Freitas) do metrô e operar o sistema por 30 anos.

Segundo o governador, a extensão de mais 5 km, que ligará a Estação Pirajá até Águas Claras, com uma estação intermediária na Brasilgás, será anunciada oficialmente em setembro pela presidente Dilma Rousseff, quando será lançada mais uma etapa do PAC Mobilidade Urbana.

O projeto da extensão será elaborado em até seis meses pela PPP que venceu a licitação do metrô. Segundo o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Eduardo Copello, a previsão é de que a obra esteja pronta em 2016. “Após o estudo ser aprovado e os recursos liberados, acreditamos, pelo cronograma, que temos mais 18 a 24 meses”, disse ontem, em entrevista coletiva.

Segundo Wagner, o governo estuda a possibilidade de realizar uma nova licitação somente para a construção deste trecho da linha, que seria entregue para ser operado pela PPP, ou então deixar as obras também a cargo do Grupo CCR. “É uma obra relativamente fácil, vai correr na margem da BR-324. As desapropriações já estão todas encaminhadas”, afirmou. Segundo o governador, todas as empresas que manifestaram interesse em disputar a licitação foram informadas deste novo investimento.

licitação Ontem, o Grupo CCR, o único que se habilitou para disputar a licitação do metrô de Salvador, teve sua proposta econômica aberta na Bolsa de Valores de São Paulo e aprovada pelo governo do estado. A empresa estipulou a contraprestação anual do estado em R$ 127,6 milhões, valor 5,05% menor que o teto estabelecido no edital.

“Ele (o grupo CCR) entrou com o desconto para fazer graça, porque poderia entrar com preço máximo”, disse o governador, que criticou as construtoras baianas OAS e Odebrecht por terem desistido da disputa. O governador revelou ter se reunido seis vezes com os grupos que manifestaram interesse na disputa, e ter atendido a um pedido do consórcio formado pela Invepar (OAS e fundos de pensão) com a Odebrecht para que o pregão fosse adiado em um mês. Por conta disso, o estado não tem como cobrar a entrega da 1ª etapa antes da Copa do Mundo.  

O governador assegurou, todavia, que diretores da empresa vencedora garantiram a operação assistida durante o mundial. A assinatura do contrato deve ocorrer em outubro. O investimento total da obra é de R$ 3,6 bilhões — R$ 1,3 bi da União, R$ 1 bi do estado e o restante da iniciativa privada.

Matéria original do Correio
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