Santa Casa

Conheça a virose infantil do Verão: a síndrome mão-pé-boca

Especialistas alertam para a doença, que é mais comum em crianças de até cinco anos

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As viroses infantis são sempre inimigas dos pais, especialmente para aqueles que têm filhos com idade de até cinco anos. Isso porque, nesta faixa etária, as crianças são mais vulneráveis ao contágio sazonal das doenças, que se modificam a cada estação do ano, com a transição das temperaturas.

Com a chegada do Verão, os especialistas alertam para a mais nova inimiga: a síndrome da mão-pé-boca. A doença é causada pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus, que, normalmente, habitam o sistema digestivo e podem provocar estomatites, que são inflamações na cavidade bucal. Embora possa atingir também os adultos, ela é mais comum na infância.

A doença não é crônica e não deixa nenhuma sequela. A síndrome contagiosa da vez pode causar manchas avermelhadas no corpo, que lembram brotoejas. Além das lesões na pele, a criança pode sentir febre, de três a cinco dias, falta de apetite e apresentar aftas na boca.  Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

Foto: Divulgação

“Geralmente a criança começa com febre alta, de 39° ou 40°, além de ficar enjoada, sem querer comer, especialmente quando aparecem as aftas. As pintinhas vermelhas se apresentam de baixo para cima, nas regiões da mão e do pé, algumas vezes até no pescoço”, ressalta Rita Mira, coordenadora médica da pediatria do Hospital Santa Izabel.

Na maioria das vezes a doença é transmitida através do contato direto entre as crianças, por meio da saliva e outras secreções. A transmissão pode ser, até mesmo, por meio de alimentos e objetos contaminados, como brinquedos e babadores. A pessoa pode transmitir o vírus entre sete e 10 dias antes dos primeiros sintomas e até aproximadamente duas semanas depois de recuperada.

Com a chegada das férias, espaços comuns para o período, como aeroportos e rodoviárias, são pontos fáceis de contaminação. A recomendação é evitar falar muito próximo das crianças por conta da transmissão pela saliva e praticar hábitos de higiene, como a lavagem das mãos ou uso de álcool gel.

“O contágio pode ser feito em ambientes como creches, escolas e festas de aniversários. Dificilmente, a transmissão é entre adultos e crianças, e sim mais entre os pequenos. O que temos pedido aos pais hoje é que lavem bem as mãos dos seus filhos, evite que haja troca de brinquedos e aglomeração de pessoas”, alerta Rita Mira.

O diagnóstico é clínico e feito quando a criança está entre o terceiro e quarto dia de febre e começa a surgir as aftas na boca e manchas no corpo. A doença pode evoluir a partir de um quadro de gripe, com coriza e tosse, e pode também desenvolver diarreia aguda.

Não existe vacina contra a síndrome. Porém, assim como a maioria das viroses, os sintomas da doença são autolimitados, com duração entre três e sete dias. Como parte do tratamento, não é recomendado oferecer sucos e alimentos ácido, além de nada muito quente e realizar a limpeza na boca com gases e água. Para as lesões no corpo, é importante se manter hidratado.

Emergência

As infecções virais causam grande procura por atendimento médico na emergência pediátrica. No Hospital Santa Izabel, este serviço funciona em regime de 24 horas por dia. A pediatria da unidade de saúde é um dos mais completos da Bahia. Além do Pronto Atendimento (PA) pediátrico, o hospital conta com equipe multiprofissional qualificada, enfermarias com apartamentos e leitos de apoio, unidade de transição e UTI pediátrica.

Recém-reformado, o PA Pediátrico segue a classificação internacional de risco. Depois da triagem com um profissional de saúde, os pacientes são direcionados para atendimento humanizado, de acordo com a criticidade do quadro clínico. “Em nosso pronto-socorro, temos retaguarda com exames de imagem e UTI, além de uma equipe médica especializada para atender o público pediátrico”, reforça Ricardo Madureira, diretor Técnico-Assistencial do Hospital Santa Izabel.