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Balanço

São João: Bahia registra 66 casos de queimaduras por fogos e fogueiras

Balanço de queimaduras divulgado pela Secretaria da Saúde da Bahia é do período de quinta-feira (20) até às 7h desta terça-feira (25)

Naiana Ribeiro • 25/06/2024 às 13:38 - há XX semanas

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De quinta-feira (20) até às 7h desta terça-feira (25), foram registrados 66 casos de queimaduras relacionados aos fogos de artifício e fogueiras de São João. O número leva em consideração os atendimentos nas unidades hospitalares da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que contam com leitos de referências para vítimas de acidentes que causam queimaduras.


				
					São João: Bahia registra 66 casos de queimaduras por fogos e fogueiras
Bahia teve 66 atendimentos em unidades especializadas em queimados. Foto: Leonardo Rattes / Saúde GovBA

O balanço da Sesab aponta uma redução no número de atendimentos a vítimas de queimaduras no São João de 2024 nas unidades estaduais de referência, comparado aos dados do ano passado. Ao todo, neste ano, houve 66 ocorrências, contra 71 em 2023, um decréscimo de 7%.

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No Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, o número de atendimentos foi exatamente o mesmo nos dois anos: 47. Destes, 32 foram por explosões de bombas e 15 por queimaduras diversas. Aproximadamente metade dos pacientes foi oriunda do interior do estado. O número preocupante é que, dos 47 pacientes, 21 eram menores de 13 anos, ou seja, 44,6%. No entanto, não houve registros de pacientes graves.


				
					São João: Bahia registra 66 casos de queimaduras por fogos e fogueiras
Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Foto: Leonardo Ratter/GovBA

“São duas notícias boas e uma que nos preocupa. Houve uma redução no número de atendimentos e não tivemos pacientes graves. Isso é muito bom, demonstra um maior cuidado das pessoas com fogos de artifícios e fogueiras. No entanto, as crianças estão sofrendo com queimaduras e a gente pede aos pais e responsáveis que reflitam melhor sobre essa exposição delas no São João”, avalia a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

No interior do Estado, o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), no Recôncavo, recebeu a maior parte dos pacientes e também teve uma boa redução de atendimentos. Em 2024, foram 13 ocorrências, cinco a menos que no ano passado. Quatro pacientes eram moradores de SAJ e os outros nove dos municípios de Muritiba, Governador Mangabeira, Cruz das Almas e Lauro de Freitas.


				
					São João: Bahia registra 66 casos de queimaduras por fogos e fogueiras
Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), no Recôncavo. Foto: Divulgação

No Hospital do Oeste (HO), em Barreiras, e no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), houve apenas dois atendimentos em cada, contra três, em cada, em 2023. Os dois atendimentos registrados no HRJ foram por queimaduras por pólvora sendo um paciente de Juazeiro e outro de Senhor do Bonfim. Os dois atendimentos registrados no HO foram um por queimaduras por pólvora e o outro por explosão de bomba, sendo um paciente de Barreiras e outro de Canápolis.


				
					São João: Bahia registra 66 casos de queimaduras por fogos e fogueiras
Hospital do Oeste (HO), em Barreiras. Foto: Leonardo Ratter/GovBA

Já o Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, que não registrou atendimentos em 2023, teve duas ocorrências neste ano, ambas por queimaduras, sendo um paciente de Irecê e outro de Várzea da Roça.

Esquema especial para o São João

Todas as unidades montaram um esquema especial para o São João. Elas contaramn com reforços nos plantões para atender à demanda durante este período. Essa iniciativa faz parte das ações preparadas pela Sesab para a época junina, cujo investimento total é de R$ 4,5 milhões.

O esquema especial da Sesab para o São João também contemplou a montagem de postos de atendimento de saúde no Parque de Exposições, no Pelourinho e em Paripe, locais em que estão ocorrendo festas promovidas pelo Governo do Estado. Estas unidades registraram, do dia 21 até o momento, 293 entradas. As principais causas foram cefaleia e intoxicação alcoólica. Apenas 13 pessoas necessitaram de transferência para outras unidades de saúde.


				
					São João: Bahia registra 66 casos de queimaduras por fogos e fogueiras
Bahia teve 66 atendimentos em unidades especializadas em queimados. Foto: Leonardo Rattes / Saúde GovBA

Saiba como agir em caso de queimaduras leves ou graves

Atualmente, cerca de 80% do tratamento de queimaduras ocorridas no Brasil é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dependendo do caso, os pacientes são encaminhados pelas redes regionalizadas e prontos-socorros para atendimentos em diferentes níveis de complexidade. As queimaduras de grande extensão, químicas, elétricas, etc., por exemplo, geralmente são encaminhadas para os Centros de Tratamento de Queimados (CTQs).

No caso de qualquer queimadura, é essencial buscar o atendimento de saúde, mas, mesmo antes disso, alguns cuidados devem ser tomados. No entanto, ainda circulam muitas informações incorretas, além de hábitos culturais inadequados que variam de acordo com a região, sobre como tratar queimaduras. Em participação no programa Fala, Doutor, do Ministério da Saúde, o presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, José Adorno, explica qual é o protocolo adequado que as pessoas devem seguir ao sofrer ou socorrer alguém com queimaduras.

A receita é simples: logo após o acidente, a queimadura deve ser resfriada com água corrente em temperatura ambiente e protegida com um pano limpo para que não tenha nenhuma infecção. Depois disso, é essencial buscar o atendimento de saúde. Adorno alerta para o fato de que, além da água corrente, não se deve utilizar nenhum outro produto ou substância, sob o risco de causar danos ou piorar a queimadura: "Dependendo da região, as pessoas usam manteiga, borra de café, clara de ovo, água sanitária, produtos sujos e contaminados. Isso pode transformar uma queimadura superficial em uma lesão profunda".

Queimaduras graves

No caso de queimaduras grandes, elétricas, causadas por incêndios ou que acometem grande parte do corpo, é importante chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou o Corpo de Bombeiros, nos telefones 192 e 193, respectivamente. "Se alguém estiver presenciando uma pessoa em chamas, deve fazer com que a pessoa pare, deite-se e role no chão, para interromper o fogo, e, em seguida, resfriar as queimaduras com água em temperatura ambiente e chamar a assistência pré-hospitalar para encaminhar esse paciente para o pronto-socorro", explica Adorno.

É indicado lavar as queimaduras com água fria?

Não, o indicado é lavar a queimadura com água em temperatura ambiente e não utilizar água gelada ou gelo. "O objetivo da água é resfriar e interromper o processo de queimadura, para diminuir o dano. Com a reação inflamatória aguda típica das queimaduras, o paciente tem uma perda de sensibilidade. Se colocar gelo ou água gelada, pode aprofundar a queimadura sem perceber, pois o gelo também queima a pele quando fica em contato com o corpo durante muito tempo", afirma Adorno.

Sinais e sintomas de infecção em queimaduras

Quando há infecções em queimaduras, a região fica mais avermelhada. "Não se trata da vermelhidão da queimadura, mas sim de uma vermelhidão de infecção na periferia, ou seja, na borda do ferimento. Secreções como pus, diferentes daquelas originadas da queimadura inicial, também são sintomas", esclarece Adorno. Ele afirma também que infecções acontecem quando as queimaduras não recebem tratamento adequado.

Como lidar com as bolhas

Muitas vezes, as pessoas acreditam que a bolha apareceu porque a queimadura foi lavada com água, mas isso não é verdade: a bolha é uma reação natural em queimaduras de segundo grau, exclusivamente. Se houver formação de bolhas, o paciente deve procurar atendimento de saúde para manejá-las de forma adequada. "As pessoas não devem romper as bolhas de maneira descuidada ou com objetos contaminados, isso pode causar uma infecção", alerta Adorno.

Risco de câncer

O tecido de pele queimado que não foi tratado adequadamente e no tempo correto e passou por uma cicatrização longa ao longo de anos pode sofrer malignização, em um fenômeno chamado Úlcera de Marjolin, quando o tecido queimado se transforma em um tumor de pele com bastante gravidade.


				
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Foto: Ministério da Saúde
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