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Dia do Orgulho LGBTQIAPN+: anônimos e famosos falam das trajetórias em busca de respeito no ‘Profissão Repórter’

Nomes como Ludmilla, Brunna Gonçalves e o atleta de volêi, Douglas Silva conversaram o programa exibido após o 'No Limite'

Redação iBahia
28/06/2022 às 15h20

4 min de leitura
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Ao redor do mundo, a data de 28 de junho, Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, celebra o amor livre de preconceitos e marca o combate à homofobia. O ‘Profissão Repórter’ entrevistou anônimos e famosos, como a cantora Ludmilla, em busca de histórias falem sobre a conquista de direitos e a luta dessas pessoas por mais respeito. Além da artista e da esposa Brunna Gonçalves, que participou da última edição do ‘BBB’, o jogador de vôlei Douglas Souza também é ouvido pela equipe do programa.

Durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado, ele virou febre nas redes sociais publicando vídeos dos bastidores da seleção durante o evento do outro lado do mundo. Medalha de ouro na Olímpiada do Rio de Janeiro, em 2016, Douglas fez uma pausa na carreira em março deste ano e, agora, se prepara para retornar às quadras no Vôlei São José, equipe do interior paulista.

A repórter Nathalia Tavolieri e os repórteres cinematográficos Gabi Villaça e Eduardo de Paula registraram alguns momentos da retomada do jogador e a nova rotina dele em São José dos Campos.

Ludmilla, que acaba de concorrer ao prêmio Bet Awards 2022, criado pela Black Entertainment Television para premiar artistas afro-americanos da música, cultura, entretenimento e esporte, fala que manteve em segredo por dois anos o relacionamento com a bailarina Brunna Gonçalves por medo de expor a orientação sexual e isso ser prejudicial à carreira. Hoje, casadas, as duas são exemplos de artistas que se posicionam contra o preconceito.

“Quando tornamos público nossa relação homoafetiva eu perdi vários patrocínios. Mas ao mesmo tempo recebemos um carinho imenso do público”, diz Ludmilla, de 27 anos, à reportagem do ‘Profissão Repórter’. Brunna faz coro com a esposa. “É importante as pessoas nos verem como referência de casal de mulheres lésbicas, negras, casadas e felizes, vivendo um relacionamento leve e saudável”, afirma a dançarina.

O trabalho da ONG “Mães pela Diversidade” também é outro destaque do programa. Durante dois meses, os repórteres Júlia Sena e Leandro Matozo acompanharam o grupo, que é formado por mães e pais de pessoas LGBTQIA+.

Criada em 2014, a partir da preocupação com a segurança dos filhos, a organização está presente em 17 estados brasileiros e atua na luta contra a LGBTfobia. Foi através deste grupo que Cátia Vedeschi encontrou apoio: ela, que é evangélica, deixou de ir à igreja após ouvir ofensas do pastor contra seu filho Guilherme, um jovem gay de 23 anos.

Cátia não deixou a religião e, atualmente, acompanha o culto pela internet. Os três filhos de Paula Ferraz são LGBTs e os quatro vão às ruas de São Paulo semanalmente para levar alimentação para a população em situação de rua por meio do projeto “Transafeto”. O trabalho de distribuição de refeições ajudou na relação entre mãe e filhos, cuja história também é mostrada no programa.

Já os repórteres André Neves Sampaio e Sara Pavani entrevistaram a franco-brasileira Camille Cabral, eleita a primeira vereadora transexual da história da França. Morando há 42 anos na Europa, Camille, nascida no Sertão da Paraíba, é médica e fundadora de uma instituição que defende os direitos da comunidade LGBTQIAP+ no país.

A paraibana nunca voltou à terra natal como mulher trans. Só após a morte dos pais, ela foi à Barra de São Miguel (PB). “Ser transexual não é um desrespeito. Mas minha mãe era de uma geração que não sabe o que é transexualidade. Hoje, volto ‘mulheríssima’ para o Brasil”, conta Camille, que tem 78 anos.

O ‘Profissão Repórter’ desta terça-feira (28), vai ao ar depois do programa ‘No Limite’.

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