O médico clínico Ubirajara Jorge Muniz da Silva será indiciado pela polícia pelo crime de falsidade ideológica qualificada. O inquérito que apura o envolvimento do médico em um esquema de emissão de declarações de óbito falsas será encaminhado à Justiça nesta quinta-feira (11) pela delegada Marta Monteiro, da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap). Segundo a Polícia Civil, Ubirajara foi denunciado por assinar indevidamente os atestados, inclusive de pessoas vivas, mediante o pagamento de R$200. Proprietária da funerária Estrela Dourada, estabelecimento responsável pela emissão dos atestados assinados pelo médico, Elisabeth Sena de Souza e o filho dela, Luís Claudio Souza Filho, também serão indiciados por terem participação no crime. O médico, que foi intimado a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos, alegou ter o seu nome utilizado indevidamente. Porém, um laudo grafotécnico do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou ser de Ubirajara Jorge a assinatura em um dos atestados falsos. A delegada Marta Monteiro informou que o médico clínico só compareceu à Dececap depois que a Justiça determinou sua condução coercitiva. Ou seja, ele deveria ser levado à unidade policial mesmo contra sua vontade. Ainda de acordo com a polícia, Ubirajara se negou a fazer um exame grafotécnico, destinado a comparar as assinaturas do atestado falso e a dele, permanecendo em silêncio durante o interrogatório. O médico já responde a um processo administrativo no Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Veja também:Homem é preso acusado de prática ilegal da medicina em Paulo Afonso
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